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Fogo amigo no Oriente Médio gera desconfiança para passageiros do mundo todo, diz especialista

Piloto e instrutor de voo, Fernando Pamplona caracteriza a região como ‘rotatória mundial da aviação civil’; caça americano foi abatido por engano

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Incidente recente destaca o problema do fogo amigo em conflitos aéreos.
  • Erros de identificação podem ser causados por falhas nos sinais de reconhecimento ou mau treinamento.
  • Conflitos no Oriente Médio aumentam os riscos de acidentes aéreos e paralisam a aviação civil.
  • Consequências incluem prejuízos financeiros, manutenção de aeronaves paradas e impacto na vida de passageiros.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Os jatos norte-americanos que foram abatidos no Kuwait por engano nesta segunda (2) destacam um erro contínuo, porém ainda inusitado, nos conflitos aéreos: o fogo amigo. O piloto e instrutor de voo Fernando Pamplona explica o que pode ter ocorrido para resultar no engano.

Segundo ele, sinais de reconhecimento emitidos pelas aeronaves aos operadores de radar podem falhar devido ao desligamento dos receptores, por conta de fatores como desconfiança. Em outros casos, o mau treinamento dos especialistas que operam os sistemas de defesa também pode levar a resultados catastróficos.


DOis pilotos caem de paraquedas
Pilotos de caça americano conseguirem ejetar da aeronave e pousaram de paraquedas Reprodução / Record News

Situações semelhantes foram registradas ao longo das últimas décadas. Em janeiro de 2020, um avião comercial da Ukraine Airlines foi abatido por um sistema iraniano após decolar de Teerã. O incidente levou à morte de todos os 176 passageiros. Dez militares iranianos foram punidos após a investigação do caso, mas Pamplona alfineta: “Aí já era tarde. Não adianta punir quem já matou 176 pessoas por uma falha de identificação.”

Os conflitos atuais no Oriente Médio aumentam os riscos de acidentes do tipo se repetirem, especialmente ao se considerar que a região é “a rotatória mundial da aviação civil”, como chama Pamplona. “Não tem como dizer: olha, até aqui é zona segura, daqui para cá não é mais. [...] eventualmente podem ocorrer situações desastrosas, situações que não eram previstas e que não eram desejáveis”, ele declara em entrevista ao Hora News.


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“Com certeza haverá uma desconfiança muito grande dos passageiros, tão logo esse cenário se restabeleça, e isso também com certeza vai proporcionar um desafio financeiro às empresas em função de muitas devoluções de passagem. Muita gente não quer embarcar, muita gente adia suas viagens que poderiam ser adiadas em viagem de lazer, viagem de cultura, que serão adiadas”, acrescenta.

Por conta desse medo, diversas aeronaves permanecem estacionadas em aeroportos ou evitam passar pelo local durante a trajetória. Tal cenário causa uma variedade de consequências. O piloto denota que quatro principais aspectos são afetados: o financeiro, uma vez que não há lucro para as companhias aéreas; o de inutilidade, já que os veículos permanecem imóveis; o de gastos, devido aos custos relacionados à manutenção; e o aspecto pessoal.


Pamplona põe um holofote neste último aspecto devido aos complexos desdobramentos que ele envolve. “O prejuízo que as pessoas que planejavam viagens estão tendo é enorme. [...] Atendimentos médicos, cirurgias. A vida dessas pessoas ficou paralisada e quem está fora dos seus países de origem é pior ainda”. Segundo o piloto, este último elemento pode até mesmo resultar em uma eventual perda de confiança dos passageiros.

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