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Sangue nas ruas: por que Marrocos é acusado de ‘massacre’ antes da Copa

Testemunhas ouvidas pela imprensa internacional descrevem cenas de extrema violência contra cães de rua

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Coalizão Internacional para a Proteção do Bem-Estar Animal (IAWPC) acusa o Marrocos de matar milhões de cachorros de rua durante os preparativos para a Copa do Mundo de 2030.
  • Testemunhas relataram cenas de violência extrema, descrevendo os episódios como um 'massacre' e não uma operação de controle populacional.
  • A Fifa afirma que o Marrocos havia se comprometido com o bem-estar animal, destacando iniciativas de clínicas e programas para cães de rua.
  • A Embaixada do Marrocos nega as acusações, mas a IAWPC mantém que os relatos indicam ações em desacordo com os compromissos prometidos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Cerca de 3 milhões de cães estão nas ruas do Marrocos Reprodução/Instagram/@iawpc

A Coalizão Internacional para a Proteção do Bem-Estar Animal (IAWPC, na sigla em inglês) acusa o Marrocos, que será uma das sedes da Copa do Mundo em 2030, de matar milhões de cachorros de rua durante os preparativos para o evento. Cerca de 3 milhões de animais se encontram nessa condição no país.

De acordo com a entidade e com relatos publicados pelo Daily Mail, testemunhas descreveram cenas de extrema violência. “Uma demonstração de pura selvageria”, afirmou uma fonte que pediu anonimato ao jornal.

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Ainda segundo ela, episódios de tiroteios ocorreram na terça-feira (21) e na quinta-feira (23). “Não foi uma operação de controle populacional, mas uma demonstração de pura selvageria. Cães foram mortos a sangue frio sob nossas janelas, deixando ruas manchadas de sangue”, disse.

A Fifa afirmou ao Daily Mail que o Marrocos, durante o processo de candidatura ao Mundial de 2030, destacou seu compromisso com o bem-estar animal, incluindo planos de ampliação de clínicas e programas voltados a cães de rua.

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A entidade também informou que mantém diálogo com parceiros locais para garantir o cumprimento dessas promessas e que trabalha junto à IAWPC, que reuniu um painel internacional de especialistas em direito e bem-estar animal para analisar propostas regulatórias marroquinas, cujas recomendações já foram encaminhadas às autoridades do país.

Procurada pelo Daily Mail, a Embaixada do Marrocos em Londres negou as acusações, afirmando que não há abate de cães de rua e defendendo as políticas voltadas à gestão humanitária e sustentável da população animal. Segundo a representação diplomática, o país implementa desde 2019 um programa de captura, esterilização, vacinação e devolução, além de investimentos em clínicas veterinárias e serviços municipais.

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Ainda assim, a IAWPC afirma que os relatos mais recentes indicam um padrão de ações incompatível com esses compromissos. O presidente da coalizão, Les Ward, classificou as denúncias como “massacre” e afirmou que “não se pode organizar um evento esportivo global baseado na violência contra animais”.

A campanha da entidade ganhou apoio de figuras públicas e organizações internacionais, aumentando a pressão sobre a Fifa para apurar as denúncias. Entre os artistas que se manifestaram está o ator Mark Ruffalo.

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“Matar milhões de cães para preparar um evento esportivo não é progresso, é uma falha moral”, escreveu o americano nas redes sociais.

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