Logo R7.com
RecordPlus

Como robô da Nasa passou 6 dias com o braço preso em uma rocha de Marte

Incidente foi o primeiro do tipo registrado nos 14 anos de operação da tecnologia no planeta vermelho

Internacional|Do Estadão Conteúdo

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O rover Curiosity da Nasa ficou com o braço mecânico preso em uma rocha em Marte por seis dias.
  • O incidente ocorreu durante a perfuração de uma rocha chamada 'Atacama' na Cratera Gale.
  • Engenheiros realizaram diversos testes para liberar o braço, que só foi solto na primeira execução de uma nova manobra.
  • A operação resultou na perda de amostras coletadas, mas os fragmentos da rocha ainda serão analisados.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Incidente aconteceu quando robô perfurava uma rocha chamada 'Atacama' Reprodução/Nasa

Cientistas da Nasa, a Agência Espacial Americana, passaram quase uma semana em alerta após o rover Curiosity ficar com o braço mecânico preso a uma rocha em Marte. O incidente, ocorrido entre 25 de abril e 1º de maio, foi o primeiro do tipo registrado nos 14 anos de operação do veículo no planeta vermelho.

O incidente ocorreu quando o Curiosity perfurava uma rocha chamada “Atacama”, situada na Cratera Gale. O bloco rochoso tinha aproximadamente 45 centímetros de largura, 15 centímetros de espessura e pesava cerca de 13 quilos. Após finalizar a extração de amostras, o rover tentou retrair o braço mecânico, mas a rocha permaneceu presa à estrutura metálica que reveste a broca rotativa.


LEIA MAIS

Imagens divulgadas pela agência espacial mostram o rover “lutando” para se livrar da pedra. Ao longo de vários dias, engenheiros da missão realizaram, sem sucesso, testes remotos a milhões de quilômetros de distância para tentar resolver o problema. Inicialmente, a equipe tentou balançar o braço robótico. Depois, vibraram a broca para tentar desalojar a rocha. Por fim, combinaram diferentes ângulos do braço com os movimentos vibratórios.

O pesquisador Bill Farrand, pesquisador do Instituto de Ciências Espaciais do Colorado e que foi um dos colaboradores da missão espacial, comparou a operação a uma “queda de braço” entre o rover e a rocha. Segundo ele, os engenheiros tiveram de elaborar um procedimento inédito para retirar a broca sem comprometer o equipamento.


O problema foi resolvido quando os operadores decidiram inclinar ainda mais o mecanismo enquanto a broca girava e vibrava ao mesmo tempo. Após se soltar logo na primeira manobra, a pedra se soltou e se quebrou em fragmentos menores ao atingir o solo marciano.

Apesar do êxito em liberar o braço do rover, a operação resultou em uma perda já que os resíduos coletados durante a perfuração — que seriam analisados posteriormente — se perderam durante o processo. Agora, os pesquisadores procuram uma nova rocha, considerada mais estável, para substituir a amostra perdida.


Parte dos fragmentos restantes da rocha “Atacama” ainda deverá ser estudada pelo CheMin, sistema responsável por analisar a composição mineral das rochas em Marte. Os dados obtidos devem ser comparados a amostras coletadas em uma área chamada Mineral King, localizada cerca de 160 metros abaixo da posição atual do rover.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.