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França realiza seu maior exercício militar contra um país fictício inspirado na Rússia

País lidera coalizão para defender ‘Arnland’ contra o aumento das ações híbridas e o apoio de milícias por parte de ‘Mercure’

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A França iniciou o exercício militar "Operação Orion 26" em resposta a ameaças relacionadas à Rússia.
  • O exercício envolve um cenário fictício entre os países Arnland e Mercure, com foco na defesa de Arnland.
  • Participam 12.500 soldados e forças de 24 países aliados, incluindo Japão, Suíça e Estados Unidos.
  • O exercício, que simula operações militares complexas, vai até 30 de abril e terá envolvimento da Otan.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Porta-aviões Charles de Gaulle participa do exercício militar Orion 26 Reprodução/X/FrenchForces

A França deu início ao seu maior exercício militar inspirado nas ameaças de um conflito com a Rússia. Segundo o Ministério das Forças Armadas francês, a Operação Orion 26 tem como objetivo preparar os militares para “situações complexas em ambientes múltiplos, variados e contestados”.

O exercício é baseado em um cenário fictício envolvendo dois países chamados Arnland e Mercure (Mercúrio, em português), inspirados pela ameaça russa na Europa. Mercure é identificado como um estado expansionista, que se opõe ao seu vizinho Arnland. No exercício militar, Mercure tenta desestabilizar Arnland para impedir a sua reaproximação com a União Europeia.


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A França lidera uma coalizão internacional para defender Arnland contra o aumento das ações híbridas e de milícias apoiadas pelo Mercure. O país mobilizou 12.500 soldados, além de 25 navios, 140 aeronaves, 1.200 drones, o porta-aviões Charles de Gaulle e forças de 24 países. Japão, Suíça, Marrocos e Estados Unidos estão entre as nações aliadas da França que participam dos exercícios.

Geograficamente, Arnland está localizada em território francês, mas com a Ucrânia e a Rússia em guerra à porta da Europa, o exercício também reflete como seria uma versão reforçada da “Coligação dos Dispostos” para a Ucrânia, caso Kiev necessitasse de reforços urgentes.


O exercício tem como objetivo testar a capacidade da França de liderar uma coalizão multinacional e garantir que as cadeias de transmissão e logística funcionem eficazmente em combates de alta intensidade. O Ministério das Forças Armadas francês afirmou que o exercício era particularmente importante “num contexto em que o envolvimento num conflito de alta intensidade poderia tornar-se uma realidade”.

Ao reunir forças terrestres, aéreas, navais, cibernéticas, espaciais e especiais, demonstra “a determinação da França em proteger a nação, seus cidadãos e seus interesses a longo prazo, preparando-se para os desafios militares mais exigentes”, afirmou o ministério.


Os exercícios incluem a tomada de pontos de entrada em território disputado, a obtenção de vantagem no campo de batalha e, em seguida, a realização de operações anfíbias e aerotransportadas para garantir uma zona de implantação mais ampla.

Orion – que significa “operação em larga escala para exércitos resilientes, interoperáveis, de alta intensidade, orientados para o combate e inovadores” – foi concebida em 2021. Dois anos depois, a França realizou seus maiores exercícios militares até o momento, o Orion 23 – uma operação que envolveu 12.000 soldados, incluindo aliados da Otan.


O Orion 23 ocorreu no momento em que a guerra na Ucrânia entrava em seu segundo ano , com as nações ocidentais tirando lições importantes sobre o preparo militar após décadas de cortes na defesa desde o fim da Guerra Fria.

A Operação Orion 26 acontece até 30 de abril, quando o exercício ficará sob o comando da Otan para testar a capacidade dos exércitos europeus de trabalharem em conjunto.

As forças francesas e da Otan simularão operações em terreno aberto, lançarão contra-ataques e atravessarão obstáculos naturais, incluindo os rios Sena e Aube, com fogo real.

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