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Funcionário do governo brasileiro sugere possível encontro entre Dilma e Obama na Rússia

Recentemente, presidente descobriu ser alvo de espionagem pelo governo norte-americano

Internacional|Do R7

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Dilma é aguardada no dia 23 de outubro para histórica visita aos Estados Unidos
Dilma é aguardada no dia 23 de outubro para histórica visita aos Estados Unidos UESLEI MARCELINO/REUTERS

A presidente Dilma Rousseff "poderia" aproveitar a Cúpula do G20 para discutir com Barack Obama a suposta espionagem feita pelos serviços de inteligência dos Estados Unidos, disse nesta terça-feira (3) um porta-voz do Palácio do Planalto à agência EFE.

— Não está prevista uma reunião com Obama. Não foi pedida, mas pode ocorrer, como sempre acontece nas cúpulas.


A Cúpula do G20 acontecerá na cidade russa de São Petersburgo nesta quinta (5) e sexta-feira (6). Dilma viajou ontem à noite para o encontro, enquanto o presidente americano é esperado na próxima quinta-feira.

"Não será uma coincidência cômoda neste momento, mas também não se pode, nem se deve evitar", disse a fonte consultada pela reportagem, sobre conversa para discutir a divulgação de documentos revelados pelo ex-técnico da CIA, Edward Snowden.


Brasil exige explicações formais dos EUA sobre espionagem

“Uma violação da nossa soberania é inadmissível”, afirma Cardozo


Os dados divulgados no último domingo (1º) pela Rede Globo apontam que houve espionagem contra o então candidato à Presidência mexicana Enrique Peña Nieto e Dilma Rousseff.

De acordo com os documentos, sistemas de informática permitiram que a NSA (Agência Nacional de Segurança) tivesse acesso aos conteúdos de conversas telefônicas e e-mails de Dilma com seus principais assessores. O governo brasileiro pediu explicações "rápidas" e "por escrito" aos Estados Unidos sobre a denúncia.


Ontem, o ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, explicou em entrevista coletiva que colocou essa exigência ao embaixador americano no Brasil, Thomas Shannon.

— Transmiti a indignação do governo brasileiro com estes fatos e manifestei que a violação das comunicações da presidente é inadmissível, inaceitável, e constitui uma violação da soberania brasileira.

Apesar de ter sido questionado mais de uma vez, Figueiredo não quis responder a perguntas sobre a visita de Estado a Washington que Dilma deve realizar no próximo dia 23 de outubro.

"Não estou aqui para falar dessa visita", respondeu quando perguntado diretamente se a visita poderia ser cancelada. 

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