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Genoíno passa mal na prisão e Barbosa autoriza prisão domiciliar temporária

Internacional|Do R7

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São Paulo, 21 nov (EFE).- O deputado federal José Genoíno, um dos 11 presos no último dia 15 pelo mensalão, foi hospitalizado em um centro médico das Forças Armadas, após passar mal na prisão. O ex-presidente do PT sofre de problemas no coração e teve um "princípio de infarto", declarou um de seus advogados, Luiz Fernando Pacheco. Desde sexta-feira, Genoíno está recluso no presídio da Papuda, em Brasília, junto com figuras do PT também condenadas no mesmo caso como José Dirceu e o ex-tesoureiro do partido, Delúbio Soares. Joaquim Barbosa, presidente do STF, autorizou Genoíno a ser examinado e o ex-presidente do PT foi levado para o Instituto de Cardiologia do Distrito Federal. Barbosa autorizou nesta tarde que cumpra temporariamente a pena em regime domiciliar ou em hospital até que uma junta médica realize uma nova avaliação do estado de saúde do deputado. O ex-presidente do PT,ex-guerrilheiro que combateu a ditadura militar (1964-1985), faz parte do grupo de 11 de 25 condenados do mensalão que começou a cumprir imeditamanete as penas de prisão e que aguarda novo julgamento pelo crime de formação de quadrilha. A presidente Dilma Rousseff manifestou na quarta-feira sua "preocupação" pelo estado de saúde de Genoíno, quem, explicou, toma "anticoagulantes" devido a uma "doença extremamente grave no coração". Genoíno foi condenado a 4 anos e 8 meses de prisão por ter feito parte da rede de corrupção montada pelo PT durante o primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O caso provocou a pior crise política da gestão de Lula (2003-2010). De acordo com a decisão de Barbosa, a junta médica deverá estabelecer "se para o adequado tratamento do condenado, é imprescindível que permaneça em sua residência ou internado em uma unidade hospitalar", informou o STF em comunicado. A decisão do Supremo foi tomada depois que a defesa de Genoíno pedisse a mudança do condenado para um "estabelecimento de prisão adequado", mais próximo de sua residência, em São Paulo, ou para que seja concedido o regime semi-aberto, como consta de sua condenação.EFE ass/cd

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