‘Giro fantasma’: como funciona o drone que ‘desaparece’ girando 25 vezes por segundo
Tecnologia pode ser usada para monitorar a vida selvagem sem incomodar os animais
Internacional|Do R7
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Pesquisadores da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, desenvolveram um drone que parece “desaparecer” quando está voando. O Phantom Twist (giro fantasma, em português) gira até 25 vezes por segundo, criando um efeito visual que dificulta sua percepção.
O objetivo é que a tecnologia seja aprimorada e, futuramente, usada para monitorar a vida selvagem, realizar levantamentos ambientais e inspecionar infraestruturas com menor impacto visual.
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Segundo um comunicado publicado pela universidade, o princípio por trás do drone é o mesmo que faz as hélices de um ventilador parecerem quase invisíveis quando giram muito rápido. Esse fenômeno é conhecido como desfoque de movimento.
Enquanto drones convencionais mantêm a estrutura fixa e apenas as hélices giram, o Phantom Twist faz praticamente todo o corpo girar em sentido contrário ao da hélice. Como não há partes paradas, os componentes se misturam visualmente ao ambiente, dando a sensação de invisibilidade.
Apesar disso, os pesquisadores ressaltam que o equipamento não fica totalmente invisível. Na verdade, ele fica parecendo uma névoa, o que reduz significativamente sua percepção.
“O olho humano leva um tempo para acumular sinais, algo semelhante ao tempo de exposição de uma câmera”, disse um especialista em visão computacional ouvido pelo site da universidade.
“Quando um objeto gira rapidamente, percebemos que ele fica borrado e perde detalhes distintos. Como esse novo drone é quase totalmente transparente, seus poucos componentes opacos são visualmente integrados ao fundo, criando uma aparência geral de leve névoa.”
Processo de criação
Para chegar ao formato ideal, os pesquisadores criaram cerca de 20 mil modelos virtuais de drones. Em seguida, utilizaram inteligência artificial para reorganizar automaticamente componentes como motor, bateria, placa de circuito e contrapeso até encontrar uma configuração que equilibrasse estabilidade de voo e baixa visibilidade.
Depois dessa etapa, os projetos foram testados em simulações com um modelo baseado na percepção humana, que avaliou quais drones eram menos perceptíveis.
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