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Cartel, fentanil e política: o escândalo que fez o governador de Sinaloa deixar o cargo

Acusado de ligação com os Chapitos, Rubén Rocha Moya é suspeito de favorecer o tráfico de fentanil e interferir em eleições

Internacional| Mauricio Torres, da CNN Internacional

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O governador de Sinaloa, Rubén Rocha Moya, deixará temporariamente o cargo após ser indiciado nos EUA por tráfico de drogas.
  • Ele é acusado de ligação com o cartel liderado pelos Chapitos, filhos de El Chapo, e de interferir nas eleições locais.
  • A Procuradoria-Geral do México afirmou que não há provas suficientes para sua detenção provisória e solicitou mais evidências aos EUA.
  • Rocha nega as acusações e seu pedido de licença precisa ser aprovado pela Assembleia Legislativa do estado.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Pedido de licença de Rocha ainda precisa ser aprovado pelo Congresso estadual @rochamoya_/Instagram - 02.03.2026

O governador do estado mexicano de Sinaloa disse na sexta-feira (1º) que deixará temporariamente seu cargo, dias depois de ser indiciado nos Estados Unidos por acusações de tráfico de drogas.

Rubén Rocha Moya, governador de Sinaloa desde 2021, e outros nove atuais ou ex-altos funcionários mexicanos foram acusados em uma denúncia de cinco acusações tornada pública na quarta-feira (29), por supostamente ajudarem uma facção do cartel liderada pelos Chapitos, os filhos de Joaquín Guzmán Loera — também conhecido como El Chapo.


Promotores em Nova York alegam que Rocha Moya se reuniu com os Chapitos antes de sua eleição e garantiu a eles que, se fosse eleito, colocaria no poder autoridades favoráveis às suas operações de tráfico de drogas.

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Integrantes do cartel teriam roubado urnas e sequestrado ou intimidado adversários para que desistissem da disputa, garantindo sua vitória, segundo a denúncia.


Em uma mensagem em vídeo divulgada na noite de sexta-feira, Rocha reiterou que rejeita as acusações e disse que seu pedido de afastamento tem como objetivo “facilitar as ações das autoridades mexicanas” na investigação.

O anúncio de Rocha ocorreu horas depois de a Procuradoria-Geral da República do México informar que não havia provas suficientes para detê-lo provisoriamente para extradição aos Estados Unidos.


A Procuradoria acrescentou que solicitará provas aos Estados Unidos e analisará o caso.

O pedido de licença de Rocha ainda precisa ser aprovado pelo Congresso estadual.


“Minha consciência está tranquila, uma vida inteira de trabalho sustenta minhas palavras”, disse em sua mensagem.

Rocha assumiu o cargo de governador de Sinaloa em 2021 após vencer a eleição daquele ano como candidato do Morena, o mesmo partido da presidente do México, Claudia Sheinbaum.

Presidente se manifesta

Na quinta-feira, durante sua coletiva de imprensa diária, a presidente leu um comunicado no qual afirmou que seu governo não protegerá ninguém que tenha cometido crime, mas que caberá à Procuradoria determinar se há provas suficientes para dar andamento ao caso contra Rocha ou não.

Sheinbaum também rejeitou possíveis ações intervencionistas dos Estados Unidos, que, desde o início do segundo mandato presidencial de Donald Trump, vêm insistindo que o México não está agindo com firmeza suficiente contra o crime organizado.

Ajuda a cartel

Na denúncia, promotores dos EUA alegam que os atuais e ex-funcionários mexicanos ajudaram o cartel a importar fentanil, cocaína e outras drogas do México para os Estados Unidos; protegeram líderes do cartel de investigações e processos; e permitiram a violência relacionada ao tráfico. Em troca, segundo a denúncia, os acusados receberam, ao todo, milhões de dólares.

Após a prisão de El Chapo, o cartel se dividiu em dois grupos — um liderado pelos Chapitos e outro por Ismael Zambada García, conhecido como El Mayo.

Autoridades dos EUA já haviam acusado os Chapitos. Dois deles foram extraditados para os Estados Unidos e se declararam culpados. Os outros dois irmãos permanecem foragidos no México. Zambada também foi acusado e levado aos EUA em 2024 para responder às acusações. Ele também se declarou culpado.

Zambada já havia acusado Rocha de envolvimento em uma suposta reunião que levou à sua captura. Rocha, na época, negou qualquer participação.

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