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Governo da Grécia anuncia nome do candidato a presidir a República

Internacional|Do R7

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Atenas, 9 dez (EFE).- O governo da Grécia anunciou nesta terça-feira que o político conservador Stavros Dimas será o candidato a presidir a República na votação que o parlamento realizará em 17 de dezembro. "É uma personalidade que une e goza da confiança e do respeito por sua seriedade", declarou o primeiro-ministro, Antonis Samaras, em mensagem na televisão. Dimas é um conhecido político conservador que ocupou várias vezes o cargo de ministro nos governos da Nova Democracia, o partido de Samaras, e foi comissário europeu de Assuntos Sociais e Meio Ambiente. "Com a eleição do presidente em um mês, se restabelecerá a estabilidade e a Grécia estará pronta para passar ao período pós-memorando", disse Samaras, que assegurou que esta eleição tinha se transformado ultimamente em uma chantagem para a realização de pleitos antecipados. Em seu discurso, o primeiro-ministro justificou a decisão de antecipar a votação para acabar com as possíveis dúvidas "no exterior" sobre a estabilidade do país. "O governo precisava dissipar esta incerteza e restabelecer a estabilidade", acrescentou. Além disso, Samaras garantiu que a decisão de ontem do Eurogrupo de permitir uma prorrogação de dois meses ao resgate grego foi decisiva para dar este passo, pois, segundo disse, "inclusive na Europa se dão conta que a Grécia deve mudar de período". Por sua vez, Alexis Tsipras, líder do Syriza, principal partido da oposição, qualificou esta antecipação eleitoral como "uma vitória popular e democrática importante" e acusou Samaras de mentir a respeito da estabilidade de seu governo. "Samaras governou dizendo mentiras. No exterior assegurava dispor da maioria necessária para escolher o presidente da República e no interior pedia o apoio dos deputados, com o pretexto que já estava pronto um acordo para a saída do memorando", destacou Tsipras. O parlamento se reunirá na próxima semana para votar a escolha do candidato governamental. Embora a Constituição permita a eleição entre vários candidatos, com a condição que tenham sido propostos por pelo menos 20 deputados, nesta ocasião só se contará com a candidatura de Dimas. Caso o parlamento não consiga escolher o presidente, a Constituição estabelece a dissolução da câmara e a convocação de eleições gerais entre três e quatro semanas depois. Após as eleições antecipadas, o parlamento, antes da formação do governo, deve escolher o novo dirigente da República. A coalizão governamental entre conservadores e social-democratas só conta com 155 cadeiras, enquanto a maioria dos partidos da oposição, entre eles o Syriza, anteciparam que votarão contra qualquer candidato para forçar a realização de eleições. EFE rc-yc/rsd

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