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Governo egípcio afirma que Irmandade Muçulmana poderá participar na transição

Novos confrontos foram registrados no sábado (17) em uma mesquita no Cairo

Internacional|Do R7

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De dentro da mesquita Al Fateh, mulher conversa com policiais antes da entrada de policiais
De dentro da mesquita Al Fateh, mulher conversa com policiais antes da entrada de policiais

As autoridades egípcias afirmaram neste sábado (17) que os membros da Irmandade Muçulmana que não tenham cometido atos de violência poderão participar na transição política no país.

"Qualquer um, independente se for ou não da Irmandade Muçulmana, que deseje unir-se à marcha pacífica dos egípcios para o futuro, é bem-vindo", declarou Mustafah Higazy, conselheiro do presidente interino Adly Mansur, nomeado pelo Exército após a destituição de Mohamed Mursi, em 3 de julho.


— Poderão participar na transição como cidadãos egípcios. O Egito recebe todas as partes com a condição que não tenham cometido nenhum ato terrorista.

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O primeiro-ministro Hazem Beblaui afirmou que "não existirá reconciliação com os que têm as mãos manchadas de sangue e violaram a lei", enquanto as autoridades multiplicam as acusações de "terrorismo" contra a Irmandade Muçulmana.

O "convite" ocorreu após o porta-voz do primeiro-ministro propor o fim da Irmandade Muçulmana, aumentando ainda mais o risco de um confronto sangrento entre as forças de segurança e os islamitas pelo controle do país.


Centenas de pessoas foram mortas em confrontos violentos nesta semana entre as forças de segurança e partidários da Irmandade Muçulmana, que vem convocando protestos para pedir o retorno de Mursi ao poder, deposto por um golpe militar no dia 3 de julho.

Além da repressão policial contra os islamitas, a violência desta semana também ficou marcada por ataques dos próprios manifestantes islamitas contra delegacias, igrejas e prédios do governo. Em razão disso, o governo interino começou a tratar os manifestantes como "terroristas".

Com a insatisfação aumentando de ambos os lados, e nenhum sinal de acordo em vista, o primeiro-ministro, Hazem el Beblawi, propôs a dissolução legal da Irmandade, uma medida que pode fazer o grupo se esconder e levar a uma repressão ainda maior.

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