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Governo egípcio prepara dissolução da Irmandade Muçulmana

Internacional|Do R7

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(Atualiza com mais informações). Cairo, 6 set (EFE).- O Ministério de Solidariedade Social do Egito se mostrou nesta sexta-feira convencido a dissolver a Irmandade Muçulmana, que está registrada como uma ONG, e afirmou que tomará uma decisão nos próximos dias. Uma fonte do ministério, citado pela agência estatal de notícias "Mena", explicou que o grupo "infringiu" a lei que regula o funcionamento das ONG's, o que é "suficiente para dissolvê-lo porque é proibido que associações civis atuem na política ou formem milícias". A fonte negou que o ministro de Solidariedade Social, Ahmed al Barei, já tenha decidido dissolver a Irmandade, como tinha publicado hoje o jornal oficial "Al Akhbar". Segundo o periódico, já expirou o prazo concedido aos líderes islamitas para darem seus depoimentos sobre o suposto uso de sua sede para armazenar armas e explosivos e para disparar deste local contra os manifestantes. O guia espiritual da Irmandade Muçulmana, Mohammed Badia, e seus principais colaboradores foram acusados de incitar a violência depois que em 30 de junho nove pessoas morreram e noventa ficaram feridas em frente à sede da Irmandade no bairro cairota Al Muqatam. O porta-voz do Ministério, Hani Mahna, confirmou ao jornal que a decisão do ministro será anunciada nos próximos dois dias em uma entrevista. Na terça-feira, Barei disse que os dirigentes da Irmandade Muçulmana foram convocados a depor mas nenhum deles apareceu. Um dia antes, uma comissão de juízes aconselhou o Tribunal Administrativo do Egito a dissolver a Irmandade Muçulmana, grupo ao qual pertenceu o presidente deposto Mohammed Mursi. A comissão de juízes, que emite recomendações não vinculativas, também pediu que a corte ordenasse o fechamento do gabinete do guia espiritual do grupo islamita. EFE aj/dk

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