Zelensky ‘é genial’ ao usar ataque a mosteiro para justificar investida na Rússia, diz analista
Presidente da Ucrânia pediu à Europa e aos Estados Unidos que aumentem a pressão sobre a Rússia por meio de sanções
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que a ação contra a Rússia é uma resposta ao ataque que danificou um mosteiro histórico na cidade. Zelensky afirmou que “Moscou vai queimar” se os ataques contra a Ucrânia continuarem.
Nesta quinta-feira (18), o ucraniano participa de uma reunião dos aliados militares de Kiev em Bruxelas. Ele afirmou que o fornecimento de defesa aérea à Ucrânia por meio de um programa da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e a criação de um sistema antimíssil balístico pela Ucrânia e aliados seriam discutidos na reunião.
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Zelensky pediu à Europa e aos Estados Unidos que aumentem a pressão sobre a Rússia por meio de sanções aos setores de defesa e energia russos, bem como à economia em geral, para forçar o presidente Vladimir Putin a colocar um fim à guerra.
Marcelo Suano, consultor de risco político e relações internacionais, diz que Zelensky era inexpressivo, não tinha apoio do povo, e tomou a decisão de ir até o fim, mostrando que ser líder é isso. “E aí ele levou a guerra, conseguiu apoio internacional para garantir sistema de defesa, ao ponto de mostrar para a Rússia que a Otan não participava porque não estava lhe dando armamentos que possibilitariam fazer um ataque”, completa.
Segundo Suano, usar o caso do mosteiro como desculpa para revidar ataques “é genial”, pois acende um alerta no Ocidente e justifica o bombardeio em São Petersburgo como resposta.
“Ele [Zelensky] está negociando com os europeus para dizer o seguinte: ‘O que eu quero são instrumentos de defesa, mas que me deem mobilidade de ataque para o caso de ser necessário’, mesmo porque os próprios russos estão mostrando que eles estão fragilizados. Segundo foi anunciado por autoridades da Otan, a Rússia está tendo, na média, uma perda de 35 mil homens por mês. Isso não é pouca coisa”, afirma em entrevista ao Conexão Record News.
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