Analista diz que Trump vive impasse e alerta: ‘No dia que Israel cair, cai todo o Ocidente’
Segundo Marcelo Suano, acordo dos Estados Unidos com o Irã pode deixar aliado israelense sozinho na guerra
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Durante essa quinta-feira (18), horas depois de o presidente Donald Trump assinar o acordo com o Irã e encerrar a guerra na região, três superpetroleiros com bandeira saudita navegaram pelo estreito de Ormuz, transportando cerca de 6 milhões de petróleo bruto.
Enquanto isso, no Líbano, onde mais de 1 milhão de pessoas foram deslocadas pelos combates, as forças israelenses lançaram novos ataques aéreos, levantando dúvidas sobre até que ponto Trump conseguirá forçar Israel a interromper as ofensivas de uma guerra que ele prometeu encerrar. Segundo a mídia estatal libanesa, ataques aéreos e disparos de artilharia atingiram o sul do país, deixando uma vítima fatal.
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Em entrevista ao Conexão Record News, o consultor de risco político e relações internacionais Marcelo Suano argumentou que o confronto que envolve Irã e Hezbollah contra Israel é um “conflito existencial”, ou seja, diz respeito à própria existência do Estado criado em 1948. Diante disso, Trump teria apenas duas opções, que o deixam em um impasse.
O presidente norte-americano terá que escolher entre recuar os termos acordados com o governo iraniano e retomar a escalada de tensões no Oriente Médio — voltando a abalar a economia global — ou romper sua aliança com Israel por não cumprir o cessar-fogo no Líbano, deixando o país israelense sozinho em meio aos conflitos que o rodeiam.
“Israel pode fazer aquilo que tem feito ao longo de 5.000 anos o povo judeu: sobreviver. E muito provavelmente o que Israel dirá? ‘Nós vamos sozinhos’, mas saibam vocês — e isso eu concordo — ‘no dia em que Israel cair, cai todo o Ocidente’, porque não haverá um pino geopolítico, um Estado com capacidade de frear o avanço daqueles que são inimigos fundamentais dos valores ocidentais. Israel é esse pino, é esse polo. Se cair, cai o Ocidente inteiro”, enfatizou.
Suano apontou que o presidente poderá prejudicar sua imagem, além do esperado, se escolher o caminho geopolítico errado. De acordo com ele, se Trump preferir apoiar Israel, ele terá que retirar a questão do cessar-fogo no Líbano do acordo de 14 pontos — questão apoiada pelo Irã, que financia o grupo terrorista Hezbollah —, ou então recua, deixando os israelenses sozinhos e aceita as exigências do Irã.
“Aí é o impasse que ele criou [...]. Ele vai ter que optar”, afirmou o especialista.
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