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Análise: acordo com Irã pode ser ‘ovo da serpente’ capaz de gerar um inimigo pior aos EUA

Para o consultor de risco político Marcelo Suano, Trump não deveria ceder em negociações com os iranianos

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O presidente iraniano Masoud Pezeshkian classificou o acordo de paz com os EUA como histórico, destacando o respeito mútuo.
  • O documento foi assinado por Donald Trump e mediado pelo primeiro-ministro paquistanês, com apoio do Qatar.
  • Marcelo Suano, consultor político, alerta que a paz pode ser frágil e questiona a credibilidade de Trump entre países árabes.
  • Suano compara a situação a um "ovo de serpente", potencialmente gerando novos inimigos para os EUA.

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O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, descreveu a assinatura dos termos de encerramento do conflito entre Irã e Estados Unidos como um acordo histórico. Segundo ele, a paz será alcançada com base no respeito mútuo.

O documento contém a assinatura do presidente Donald Trump e do mediador, primeiro-ministro paquistanês. O Qatar também elogiou o acordo entre os países e afirmou que a medida representa uma base sólida para um avanço nas próximas etapas de negociações.


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Em entrevista ao Conexão Record News, o consultor de risco político e relações internacionais Marcelo Suano argumentou que a possibilidade de uma paz duradoura que está sendo colocada nos 14 pontos acordados entre os Estados Unidos e Irã nada mais é do que uma garantia de que os norte-americanos não farão qualquer intervenção militar no território iraniano.

“Aí você diz: é uma paz duradoura, por quê? Porque o que você vê é um regime que não tem respeito nem pela sua sociedade, nem pelos valores ocidentais e nem pelos países do Oriente Médio”, disse Suano.


Ele alertou ainda que Donald Trump pode estar perdendo a credibilidade entre os países árabes, que têm bases americanas. E, se isso se concretizar, árabes se unirão aos iranianos, deixando Israel isolado.

Dessa forma, o analista ainda apontou que a situação entre os Estados Unidos e o Irã é frágil e pode, na verdade, gerar uma armadilha para os próprios norte-americanos.


“Esses são os riscos. Ao contrário de imaginar que se está criando alguém moderado ou capaz de entender o valor da construção ocidental, muito provavelmente pode estar surgindo um ovo da serpente para criar outros indivíduos. Morreu Ali Khamenei, mas [veio] o outro Khamenei; não se sabe se está vivo ou não, e, pior, pode surgir alguém muito pior do que ele”, argumentou.

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