Governo egípcio se diz 'surpreso' com corte dos EUA
Os EUA anunciaram na última quarta-feira (9) um corte na ajuda militar ao país
Internacional|Ansa
O Conselho de Ministros do Egito afirmou nesta quinta-feira (10) estar "surpreso" com o corte da bilionária ajuda militar enviada pelos Estados Unidos. Em um comunicado, o Conselho de Ministros destacou que não esperava essa decisão, anunciada ontem por Washington, "sobretudo diante do momento importante do país, que enfrenta uma guerra contra o terrorismo", termo constantemente usado pelo governo do Egito para se referir a opositores.
A medida adotada pelos EUA representa uma mudança significativa na política externa norte-americana para a região. Especialistas afirmam que o gesto é uma represália à forte repressão do governo egípcio contra militantes da Irmandade Muçulmana. A onda de violência se intensificou após a deposição, através de um golpe militar, do ex-presidente Mohamed Morsi, em 3 de julho.
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Em um comunicado, a porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Jen Psaki, disse que o país suspendeu o envio de "material militar pesado e de sua ajuda em dinheiro ao governo egípcio, à espera de um progresso real em direção a um regime civil inclusivo, democraticamente eleito, e a eleições justas".
Os EUA, porém, destacaram que não cortarão toda a ajuda. A cooperação em setores como anti-terrorismo e luta contra proliferação de armas de destruição em massa permanecerá.
Fontes locais afirmaram que o país deixará de entregar ao Egito várias armas de última geração, como tanques M1A1 Abrams, caças F-16, helicópteros Apache e mísseis Harpoon. Na área financeira, serão suspensos US$260 milhões de uma transferência direta e um empréstimo de US$300 milhões ao governo.












