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Governo israelense aprova prorrogação de 24 horas à trégua e Hamas assume lançamento de foguetes 

As Brigadas Azadim al-Qassam alegam ter atacado Israel após o fim da trégua de 12 horas

Internacional|Do R7

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Os foguetes foram lançados contra a capital Tel Aviv e contra a região de Nachal Oz
Os foguetes foram lançados contra a capital Tel Aviv e contra a região de Nachal Oz

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, aceitou um pedido da ONU (Organização das Nações Unidas) para prorrogar por mais 24 horas a trégua humanitária em Gaza que esteve em vigor hoje (26). As informações são de fontes governamentais citadas pelos principais veículos de imprensa locais.

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— O cessar-fogo cai bem, assim poderemos lidar com os túneis com calma — disse à edição digital do jornal Yedioth Ahronoth uma fonte próxima ao governo israelense. 


Durante as próximas 24 horas o exército continuará trabalhando nos mais de 30 túneis descobertos até agora, dos quais foram demolidos 16. As fontes insraelenses acrescentaram que a decisão foi adotada sob a condição de que o exército agirá se as milícias palestinas violarem a trégua, o que ocorreu de fato nas últimas quatro horas. 

O novo prazo foi adotado apesar de os palestinos terem rejeitado antes uma prorrogação de quatro horas à trégua humanitária que esteve em vigor na região entre as 8h e as 20h locais deste sábado (2h às 14h de Brasília). Essa trégua de 12 horas foi estritamente respeitada pelas duas partes.


Entretanto, a decisão de Israel em prorrogar o cessar-fogo até meia-noite local deste domingo (27) não foi apoiada pelas milícias palestinas, que logo após o fim do primeiro prazo lançaram vários morteiros e foguetes contra cidades de Israel.

As Brigadas "Azadim al-Qassam", braço armado do movimento islamita Hamas, assumiram a autoria do disparo de sete foguetes contra Israel. 


Sami Abu Zuhri, porta-voz do movimento em Gaza, já havia advertido sobre a possibilidade do atentado minutos antes que as milícias islamitas não aceitavam a proposta de prolongar por mais quatro horas a cessação das hostilidades.

Os foguetes foram lançados contra a cidade de Tel Aviv e contra a região de Nachal Oz, e pelo menos um delesfoi interceptado pela bateria antiaérea "Iron Dome" e nenhum deles causou vítimas ou danos.

Respiro e mortes

As 12 horas de cessar-fogo deram neste sábado um respiro aos moradores de Gaza para receber provisões, mas também revelou uma cruel realidade: bairros completamente arrasados e mais de 100 corpos sob os escombros.

Faltando uma hora para o fim do prazo pactuado, o número de cadáveres desenterrados de toneladas de escombros passava de 130 e elevava o número total de palestinos mortos nestes 19 dias de ofensiva israelense para mais de mil.

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Segundo números do Ministério da Saúde de Gaza, pelo menos 1.050 palestinos morreram —na maioria civis— e mais de 6 mil ficaram feridos em ataques israelenses desde que, no dia 8 de julho, o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ordenou uma ofensiva contra Gaza. 

Cerca de 800 deles - incluindo mais de 150 crianças —morreram durante a atual incursão por terra, iniciada há nove dias, na qual também morreram em combate 40 soldados do exército de Israel.

Reunidos em Paris, os ministros de Relações Exteriores de Estados Unidos, França, Alemanha, Itália, Catar, Reino Unido e da UE solicitaram hoje uma extensão do cessar-fogo, 24 horas mais e com opção a renovação.

Essa ampliação, segundo indicaram fontes oficiais francesas, essas condições "impõem a cada parte uma espécie de autodisciplina".

— O massacre não pode continuar, é insustentável, e todos os países que estavam na mesa de negociações falaram em uma só voz, disseram as fontes francesas, que afirmaram que o objetivo comum é tornar a cessação longa e durável.

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