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Grillo classifica reeleição de Napolitano de "pequeno golpe"

Comediante organizou protesto contra renovação do mandato de sete anos de Napolitano

Internacional|Do R7

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Comediante Beppe Grillo chama reeleição de "golpe de espertos"
Comediante Beppe Grillo chama reeleição de "golpe de espertos"

O comediante Beppe Grillo, líder do Movimento 5 Estrelas, qualificou a reeleição do presidente da República italiana, Giorgio Napolitano, de "pequeno golpe de espertos", que vai servir para salvar Silvio Berlusconi e o Partido Democrata (PD).

Grillo, que não concede entrevistas à imprensa italiana, organizou hoje, pela primeira vez desde a fundação do Movimento 5 Estrelas, uma coletiva por conta da reeleição de ontem de Napolitano.


Como protesto pela renovação do mandato de sete anos de Napolitano, Grillo convocou os eleitores do M5S e seus seguidores para uma concentração nesta tarde em Roma.

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O comediante, que ontem tinha afirmado que a reeleição de Napolitano era um "golpe de Estado", retificou definindo como um "pequeno golpe institucional dos espertos" ao explicar com ironia que se "reuniram com a máxima transparência Bersani, Berlusconi, Monti e Napolitano".

Segundo Grillo, o que ocorreu ontem no Parlamento "foi uma troca de favores" e assegurou que "estão roubando outro ano do país" e que o Governo que se formará "não durará". Grillo acrescentou que o candidato que M5S apoiou em todas as votações presidenciais Stefano Rodotà, que "teria sido uma garantia para este país".


"No entanto, elegeram um presidente que garante o controle sobre o Poder Judiciário e para salvar Berlusconi e o PD por seu envolvimento na crise do Monte dei Paschi di Siena". O líder do M5S, que não é parlamentar e que hoje rejeitou, de novo, qualquer tipo de cargo, acrescentou que "o mais injusto" é acusar o movimento de ser o que causou "toda esta confusão".

Após a eleição do Chefe de Estado, no exterior do Parlamento continuaram os protestos dos simpatizantes do M5S aos gritos de "Napolitano não é meu presidente". Grillo, que a princípio iria participar destes protestos, decidiu não comparecer perante a possibilidade de que sua presença provocasse maiores tensões. "O povo quer marchar por Roma com os fuzis. Eles têm que nos agradecer porque nós mantemos a calma", acrescentou em entrevista coletiva.

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