Por que os EUA estariam avaliando ação militar no Mali, segundo jornal
‘The Washington Post’ aponta que a proposta ainda divide integrantes do alto escalão do governo americano
Internacional|Do R7
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O governo dos Estados Unidos estuda a possibilidade de realizar uma operação militar no Mali contra o grupo extremista Jama’at Nusrat al-Islam wal-Muslimin (JNIM), afiliado à Al-Qaeda, segundo revelou o jornal The Washington Post na quarta-feira (22).
De acordo com a reportagem, a proposta ainda divide integrantes do alto escalão do governo americano. Enquanto parte dos assessores defende uma ação militar para conter o avanço do grupo, outros demonstram preocupação com os riscos de ampliar o envolvimento dos EUA em um conflito complexo, que também conta com a presença de forças russas no país.
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Questionada sobre a possibilidade de uma ofensiva, a Casa Branca não confirmou. Um funcionário do governo ouvido pelo The Washington Post afirmou apenas que os Estados Unidos têm incentivado os governos do Norte e do Oeste da África a “comprar equipamentos e serviços dos EUA para apoiar seus esforços de guerra contra os terroristas”.
O JNIM, aponta o The Washington Post, se consolidou como a organização jihadista mais bem armada da região do Sahel e ampliou significativamente sua atuação nos últimos meses. O grupo realizou ataques coordenados em diversas áreas do Mali, chegou a operar nas ruas da capital, Bamako, e expandiu sua influência para países costeiros da África Ocidental.
Se autorizada, a ofensiva faria do Mali o oitavo país alvo de ataques ordenados pelos Estados Unidos desde o início do segundo mandato de Trump, iniciado em janeiro de 2025.
A reportagem também lembra que o Mali enfrenta uma escalada da violência desde a última década. Entre 2013 e 2022, a França liderou operações militares no país, primeiro com a Operação Serval e, posteriormente, com a Operação Barkhane, criada para combater grupos jihadistas em toda a região do Sahel.
Apesar da morte de importantes líderes extremistas, a missão não conseguiu impedir a expansão das organizações armadas e acabou sendo encerrada após o rompimento das relações entre Paris e a junta militar que governa o Mali.
Especialistas ouvidos pelo The Washington Post alertam que uma nova intervenção militar americana pode enfraquecer o JNIM, mas também gerar efeitos colaterais, como fortalecer grupos rivais ligados ao Estado Islâmico e aumentar o risco de confrontos indiretos com forças russas presentes no Mali.
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