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Grupos de direitos humanos denunciam fechamento de canais islâmicos no Egito

Internacional|Do R7

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Cairo, 5 jul (EFE).- Grupos de direitos humanos egípcios denunciaram nesta sexta-feira o fechamento arbitrário de canais de televisão islâmicos, assim como a prisão de vários de seus funcionários, ao considerar que esta ação é totalmente contrária à liberdade de expressão. Em um comunicado conjunto, as seis organizações envolvidas expressaram suas preocupações em torno das medidas "excepcionais" que estão sendo articuladas pelas forças de segurança contra estes canais, acusados de incitar a violência e causar a desobediência civil para apoiar o recém-deposto presidente Mohammed Mursi. A polícia irrompeu os canais "Misr 25", da Irmandade Muçulmana, e "El Rahma", "El Nas" e "Jaliguiya", de tendência salafista, além do canal da emissora "Al Jazeera" para o Egito. A segunda edição do jornal do partido Liberdade e Justiça, braço político da Irmandade Muçulmana, também foi invadida pelos militares, denunciaram os grupos de direitos humanos. Os ativistas confirmaram a incitação à violência através da imprensa, mas reivindicaram a necessidade de provas sobre estas práticas, assim como a garantia de direitos aos acusados antes das ações judiciais. "O fechamento dos canais é uma forma de castigo coletivo, que constitui uma violação à liberdade de expressão e dificulta a diversidade dos conteúdos", apontou o comunicado. Na última quarta-feira, o Exército articulou um golpe de Estado que pôs fim ao governo Mursi, que, por sinal, encontra-se oficialmente em paradeiro desconhecido, embora a Irmandade Muçulmana tenha denunciado que o mesmo está sob custódia militar e incomunicável. Outros líderes islâmicos também foram presos ou estão sendo procurados pela Justiça, a maioria sob a acusação de instigar à violência e criticar o Poder Judiciário. EFE bds/fk

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