Guerra entre EUA, Israel e Irã deixa 1.200 mortos em uma semana: entenda ponto a ponto
Conflito no Oriente Médio ampliou a presença de forças estrangeiras na região e elevou o risco de uma escalada ainda maior
Internacional|Do R7
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A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã completa uma semana marcada por ataques diretos, retaliações militares e o aumento da tensão no Oriente Médio. O conflito já deixou mais de 1.200 mortos, ampliou a presença de forças estrangeiras na região e elevou o risco de uma escalada ainda maior envolvendo aliados dos três países.
Ao longo dos últimos dias, ofensivas com mísseis e drones se intensificaram, enquanto países europeus e do Golfo reforçaram suas defesas.
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Relembre o que aconteceu
EUA e Israel atacam Irã
Os Estados Unidos e Israel lançaram um grande ataque conjunto contra o Irã no sábado (28). Segundo o presidente americano Donald Trump, a ofensiva devastaria as forças armadas do país, destruiria seu programa de mísseis e teria como grande a mudança de regime.
Em um vídeo publicado no Truth Social, Trump acusou o Irã de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares” e disse que os EUA “não aguentam mais”. Diferentemente da última vez em que os EUA e Israel atacaram o Irã, em junho, estes ataques começaram à luz do dia, na manhã de sábado.
Posteriormente, a Casa Branca informou os 4 objetivos de Trump com o conflito:
- Destruir a marinha iraniana;
- Destruir a capacidade de mísseis balísticos do Irã;
- Garantir que os aliados do Irã no Oriente Médio “não possam mais prejudicar os americanos”;
- Garantir que o Irã “nunca obtenha uma arma nuclear”.
Em resposta, o regime iraniano lançou uma onda de ataques em todo o Oriente Médio, visando diversos países que abrigam bases militares americanas. Explosões foram ouvidas desde as praias de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, até as ruas de Doha, no Catar.
Líder supremo do Irã é morto
Ali Khamenei, líder supremo do Irã, foi morto aos 86 anos, após os ataques dos Estados Unidos e de Israel no dia 28 de fevereiro. A informação foi confirmada pela mídia estatal iraniana.
Segundo a agência de notícias Fars, Khamenei foi morto em seu escritório enquanto “cumpria suas funções”. O governo iraniano decretou luto de 40 dias, além de sete dias de feriados nacionais.
Imagens registradas por satélite mostraram fumaça saindo do complexo do líder supremo, atingido pelo ataque coordenado entre Estados Unidos e Israel.
Trump afirmou que Khamenei e outros líderes iranianos foram incapazes de escapar da inteligência e de “sofisticados sistemas de rastreio” norte-americanos.
“Isso é justiça não apenas para o povo do Irã, mas para todos os grandes americanos e para os povos de vários países ao redor do mundo que foram mortos ou mutilados por Khamenei e pela sua gangue de bandidos sanguinolentos”, disse o republicano.
Assume líder interino
Após a morte de Khamenei, Alireza Arafi foi nomeado no domingo (1), como membro jurista do Conselho de Liderança do Irã, órgão encarregado de desempenhar o papel do líder supremo até que a Assembleia de Peritos eleja um novo líder.
Membro clérigo do Conselho dos Guardiães, Arafi fará parte do Conselho de Liderança temporário ao lado do presidente Masoud Pezeshkian e do juiz-chefe Gholamhossein Mohseni Ejei.
Homem de confiança de Khamenei, Arafi começou a ganhar destaque em cargos de importância crescente poucos anos após a ascensão do líder supremo morto no ataque, em 1989.
Estreito de Ormuz fechado
O Irã anunciou, na segunda-feira (2), o fechamento do Estreito de Ormuz para navios dos Estados Unidos, Israel e Europa.
Na prática, qualquer interrupção na região limita o fluxo do comércio internacional, pressionando os preços do petróleo no mercado global. Aproximadamente um quinto de todo o consumo mundial do produto passa por ali.
Em resposta, Trump afirmou que os Estados Unidos escoltarão navios na região “se necessário.”
Ataque a complexo da liderança do regime iraniano
As IDF (Forças de Defesa de Israel) afirmaram na terça-feira (3), que o complexo da liderança do regime iraniano, o quartel-general central, foi desmantelado. O reduto estava localizado na cidade de Qom, a 150 km da capital Teerã.
Uma fonte do jornal Times of Israel confirmou a operação no reduto do regime iraniano, onde clérigos seniores estavam reunidos para definir o novo líder do país após a morte de Khamenei.
Morte de militares dos EUA
Na quarta-feira (4), o Departamento de Guerra dos Estados Unidos informou que dois militares morreram após um ataque iraniano ao porta-aviões USS Abraham Lincoln, no Golfo Pérsico. Com isso, subiu para seis o número de soldados americanos mortos na retaliação do Irã.
As primeiras baixas foram registradas ainda no domingo (1), logo após a ofensiva iraniana.
Trump reconheceu o risco de novas perdas entre as forças americanas e prometeu vingar a morte dos militares.
Como parte da retaliação, os Estados Unidos afundaram um navio de guerra iraniano próximo à costa do Sri Lanka. Mais de 87 militares morreram e dezenas continuam desaparecidos. A embarcação, que transportava cerca de 180 tripulantes.
Esta foi a primeira vez que os Estados Unidos atacam uma embarcação militar desde a Segunda Guerra Mundial.
Europa envia navios para o Mediterrâneo
Com a expansão do conflito no Oriente Médio, países da Europa passaram a mobilizar recursos para proteger aliados.
Após um ataque de drone contra uma base militar britânica no Chipre, o Reino Unido decidiu reforçar sua presença na região. Londres enviou helicópteros com capacidade de defesa antidrone e deslocou um navio de guerra que deve levar cerca de uma semana para chegar à ilha no Mar Mediterrâneo.
Ao mesmo tempo, uma fragata francesa chegou ao Chipre na noite de terça-feira (3). O presidente Emmanuel Macron afirmou que a França também está enviando reforços adicionais de defesa aérea para a região, além do porta-aviões nuclear Charles de Gaulle e suas fragatas de escolta para o Mediterrâneo.
Outro país europeu que mobilizou recursos foi a Grécia. Duas fragatas gregas, chamadas Kimon e Psara, chegaram ao Chipre na (4) quarta.
Onda de mísseis contra países do Golfo
Uma nova onda de ataques lançados pelo Irã voltou a atingir países do Golfo na quinta-feira (5) ampliando a escalada do conflito no Oriente Médio e levando forças de defesa da região a interceptarem mísseis e drones disparados por Teerã.
O Ministério da Defesa do Catar informou que o país foi alvo de várias ondas de ataques com 14 mísseis balísticos e quatro drones lançados pelo Irã. Segundo um comunicado, as Forças Armadas catarianas interceptaram 13 mísseis, enquanto o último caiu em águas territoriais do país. “Quatro drones também foram interceptados com sucesso, sem registro de vítimas”, acrescentou a pasta.
Nos Emirados Árabes Unidos, o Ministério da Defesa afirmou que os sistemas de defesa aérea interceptaram mísseis e drones provenientes do Irã. Uma testemunha relatou à agência Reuters ter ouvido cinco explosões perto da região da Corniche, em Abu Dhabi, que fizeram janelas de residências vibrarem. Outros moradores nas áreas de Al Dhafra e Al Bateen também relataram fortes estrondos, enquanto caças foram vistos sobrevoando a região da Ilha Yas.
No Bahrein, o Ministério do Interior informou que um incêndio em uma instalação na área de Maameer, “alvo da agressão iraniana”, foi controlado. As autoridades relataram “danos materiais limitados, sem perda de vidas”.
Trump quer estar envolvido na escolha de novo líder
Trump disse ao Axios, na quinta-feira (5), que precisa se envolver pessoalmente na escolha do próximo líder iraniano.
“O filho de Khamenei é inaceitável para mim. Queremos alguém que traga harmonia e paz ao Irã”, disse Trump em entrevista.
Mojtaba Khamenei, filho do falecido líder supremo do Irã, sobreviveu aos ataques aéreos dos EUA e de Israel contra o Irã, nos quais seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, disseram fontes iranianas à Reuters.
Rússia fornece informações ao Irã
A Rússia está fornecendo ao Irã informações para atacar forças americanas no Oriente Médio, segundo reportagem publicada nesta sexta-feira (6) pelo The Washington Post.
Três autoridades ouvidas pelo jornal americano sob condição de anonimato apontam que o Kremlin tem repassado ao regime iraniano a localização de ativos militares dos EUA, incluindo navios de guerra e aeronaves.
Não está claro até que ponto o governo russo, que já se manifestou contra o conflito, forneceu informações ao Irã sobre os Estados Unidos.
Questionado nesta semana sobre qual seria sua mensagem para Rússia e China, dois dos principais apoiadores do Irã, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que não tinha nenhuma. Segundo ele, “eles não são realmente um fator aqui”.
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