Guerra na Ucrânia: não se esperava situação tão desfavorável à Rússia, diz especialista
Ataques à infraestrutura russa ameaçam abastecimento da Crimeia
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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A península da Crimeia encontra-se numa situação de absoluto isolamento estratégico e sob um estado de alerta militar permanente, explica o pesquisador Lier Ferreira em entrevista ao Conexão Record News desta quarta-feira (10). “O principal impacto nesse momento é o estrangulamento completo das suas vias terrestres e, particularmente, as perspectivas de abastecimento”, diz.
Os moradores da região têm enfrentado racionamento de gasolina após ataques de drones ucranianos restringirem o fornecimento da Rússia. Quase diariamente a infraestrutura petrolífera russa é alvo da Ucrânia, enquanto as sanções ocidentais encareceram as exportações de petróleo bruto.

Ferreira conta que o comando militar russo foi obrigado a proibir o tráfico de veículos de carga na principal rodovia que cruza o norte da Crimeia, e que as ofensivas ucranianas também ameaçam as ferrovias, levando a uma interrupção do fluxo logístico. A península foi anexada pela Rússia em 2014, durante ação reconhecida por poucos países. Kiev promete retomar o poder da região.
Ainda sob a mira dos ucranianos, está a ponte de Kerch, principal artéria que liga o território à Rússia. “Não se esperava que, nesse momento, a Rússia vivesse uma situação tão desfavorável no campo de batalha, levando a uma interrupção dos avanços que vinham sendo feitos nos últimos tempos”, pontua o especialista. Mas, com os mecanismos assimétricos de guerra, principalmente mísseis e drones financiados em peso pela União Europeia, Ferreira argumenta que não há nenhuma perspectiva do final do conflito.
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