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Entenda a pressão da China para que EUA e Irã encerrem a guerra no Oriente Médio

País depende do petróleo de Ormuz, enquanto lida com questões econômicas importantes

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A China depende de 30% do petróleo do estreito de Ormuz, tornando crucial para ela que a guerra no Oriente Médio não se prolongue.
  • Durante um encontro com o chanceler iraniano, o ministro das Relações Exteriores da China pediu que EUA e Irã retomem o acordo de trégua.
  • Pequim está preocupada com a possível disseminação das tensões regionais para o Iêmen e o Mar Vermelho, além do impacto econômico do aumento do custo do petróleo.
  • A estabilidade global é importante para a China, especialmente devido a preocupações internas como a situação econômica e a possibilidade de um ataque a Taiwan.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Com 30% do petróleo vindo do estreito de Ormuz, não é de interesse da China que a guerra no Oriente Médio se estenda, destaca o especialista em relações internacionais Igor Lucena em entrevista ao Conexão Record News.

Durante encontro com o chanceler iraniano nesta quarta-feira (16), o ministro das Relações Exteriores pediu que os Estados Unidos e o Irã mantenham a racionalidade e retomem o acordo de trégua.


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Wang Yi cobrou medidas eficazes de reabertura do estreito de Ormuz e destacou que Pequim não quer que as tensões regionais se espalhem para o Iêmen e o Mar Vermelho. O especialista pontua que o aumento do custo do petróleo impacta diretamente a lucratividade das empresas chinesas, em um momento em que o país asiático está fazendo vários ajustes econômicos internos.

“Se teve recentemente um aporte de mais de US$ 54 bilhões em bancos chineses para socorrer parte de créditos podres, então o que a China puder fazer para diminuir custos empresariais, ela vai fazer.”


Lucena lembra que, além da perspectiva do comércio internacional, a China carrega o fantasma de um possível ataque a Taiwan. Para que isso não ocorra, “ela precisa que o mundo esteja mais ou menos num certo organismo de paz”, conclui o especialista.

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