Logo R7.com
RecordPlus

Guerra na Ucrânia: ‘Todas as guerras entre irmãos são muito mais violentas e sangrentas’

Conflito completa quatro anos nesta terça (24) em meio a entraves nas discussões de um acordo de paz; especialista analisa

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A guerra na Ucrânia completa 4 anos, enfrentando impasses nas negociações de paz.
  • Mais de 15 mil mortes foram registradas desde 2022, com disputas territoriais complicando o acordo.
  • O especialista Marcelo Suano destaca a resiliência ucraniana e a brutalidade das guerras fratricidas.
  • Estados Unidos e Europa são chamados a aumentar apoio à Ucrânia, enquanto a Rússia busca expandir seu controle territorial.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A guerra na Ucrânia completa quatro anos nesta terça-feira (24) em meio a impasses para um consenso sobre um acordo de paz entre as duas partes. Segundo dados da ONU (Organização das Nações Unidas), mais de 15 mil mortes foram registradas desde 2022 no território ucraniano.

Um dos obstáculos nas negociações é o ponto sobre a dominação de territórios, em que ambos os lados não concordam sobre as cerca de 19,5% de áreas ucranianas dominadas pela Rússia, segundo dados do Instituto para Estudo da Guerra.


Um tanque de guerra está parado em uma área de terra escura e irregular, parcialmente afundado no solo. Há uma pessoa com roupa camuflada inclinada ao lado da parte dianteira do tanque, aparentemente manipulando algo na estrutura. O entorno é uma área aberta com árvores sem muitas folhas ao fundo.
Segundo informações da ONU, ao menos 15 mil pessoas já morreram na Ucrânia Reprodução/Record News

Nas discussões, Moscou pressiona para obter o controle total da região do Donbas, centro energético importante, e pela retirada das tropas ucranianas de outras regiões ocupadas.

Com o avanço lento nas negociações, Ucrânia, Rússia e Estados Unidos devem voltar a se reunir nesta semana para mais uma rodada de conversas. No entanto, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou o presidente russo de estar mais interessado na guerra do que na diplomacia.


Para Marcelo Suano, consultor de risco político e relações internacionais, o objetivo russo seria cercar as demais regiões costeiras de seu vizinho para sufocá-lo economicamente.

“Fica essa grande dúvida: os russos vão se contentar com os 20% que lhe dá a garantia do Mar de Azov e responde à sua forma de raciocinar em termos da defesa? Ou eles vão querer cercar a Ucrânia inteira para dizer não apenas o Mar de Azov? ‘A gente quer o controle do Mar Negro e quer também ter acesso positivo ao controle para as saídas para o Mar Mediterrâneo’. Há alguma garantia disso? Os ucranianos não acreditam”, afirma.


Leia mais

Segundo Suano, o prolongamento da guerra mostra um cansaço de ambos os lados, mas também evidencia a resiliência ucraniana frente aos ataques russos. Em sua análise, o conflito se torna mais letal pela carga emocional envolvida, devido às duas nações serem próximas e com culturas entrelaçadas.

“O moral do ucraniano é muito maior que o moral do russo, porque o próprio russo questiona: ‘Olha, se são povos irmãos, que está no discurso do [Vladmir] Putin, por qual razão ter uma guerra fratricida como essa?’. Agora a gente tem que lembrar que todas as guerras entre irmãos são muito mais violentas, são muito mais sangrentas e tendem a apostar na extinção do outro”, comenta.


“Em síntese, eles vão continuar com a resiliência de um lado e com a insistência do outro, mas estão todos cansados”, completa Suano em entrevista ao Alerta Brasil desta terça.

Outro ponto destacado pelo especialista é a perda do medo de uma escalada global, mesmo com outras nações se envolvendo indiretamente no conflito, como Irã e China com os russos, e Estados Unidos e Europa com os ucranianos.

No entanto, ele cita que Washington acaba cobrando os europeus para maiores investimentos em seu aliado, uma vez que estímulos do conflito vieram dos membros do velho continente.

“Foram os europeus que estimularam a Ucrânia a entrar na União Europeia e depois, por extensão, acabar entrando na Otan [Organização do Tratado do Atlântico Norte] que acabaram deixando a Ucrânia de lado. Quem foi socorrer? Foi os Estados Unidos? Agora fica a grande questão. O [Donald] Trump vai dizer: ‘Eu não vou mais botar dinheiro ali, quem tem que botar são os europeus’. E os europeus neste momento têm condição de colocar dinheiro para suportar e fazer com que a Ucrânia suporte as invasões?”, finaliza Suano.

Search Box

Análises, entrevistas e as notícias do Brasil e do mundo estão na RECORD NEWS. Acesse o site aqui e confira os principais conteúdos em texto e vídeo!

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.