Hillary Clinton defende resposta dos EUA ao ataque em Benghazi
Internacional|Do R7
Washington, 23 jan (EFE).- A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, defendeu de forma exaltada nesta quarta-feira a resposta do Governo dos Estados Unidos ao ataque ao consulado do país em Benghazi, na Líbia. Em quase seis horas de testemunho perante dois comitês do Congresso, Hillary se emocionou ao lembrar a chegada aos EUA dos corpos dos quatro americanos mortos no atentado do último dia 11 de setembro e também se irritou perante as acusações republicanas que o Governo de Barack Obama quis ocultar a causa do ataque. Hillary reconheceu que houve "deficiências" na hora de tramitar os pedidos de mais segurança que o Departamento de Estado recebia do consulado em Benghazi antes do ataque, mas assegurou que "não houve atrasos" na hora de respondê-lo uma vez que aconteceu. A titular das Relações Exteriores não detalhou quais foram essas deficiências, devido ao caráter confidencial de grande parte da informação, mas lembrou que o Departamento de Estado está implementando até 64 medidas para corrigi-las e suspendeu quatro funcionários de seu cargo. Após lembrar que uma investigação independente determinou que "restam perguntas a responder" em relação à autoria e aos motivos do ataque, Hillary assinalou que o importante é que "houve quatro americanos mortos". "Foi devido a um protesto? Ou devido a que homens que davam um passeio naquela noite decidiram que matariam alguns americanos? O que isso importa, realmente, neste momento?", respondeu Clinton a uma pergunta em seu primeiro comparecimento perante o Comitê de Relações Exteriores do Senado. "Nosso trabalho é descobrir o que aconteceu e fazer tudo o que possamos para prevenir que volte a ocorrer", acrescentou, visivelmente irritada. Hillary admitiu que não estava ciente que o embaixador dos EUA na Líbia, Chris Stevens, que faleceu no atentado, tinha feito nos dias anteriores vários pedidos para reforçar a segurança na missão. Mesmo assim, reiterou que assume "a responsabilidade" do ataque e que para ela a segurança dos diplomatas "não é algo político, mas pessoal". "Francamente, as respostas que a senhora deu esta manhã não são satisfatórias para mim", disse o senador republicano John McCain, ex-candidato presidencial nas eleições de 2008. Rand Paul, republicano que cogita apresentar-se como candidato à presidência nas primárias de 2016, foi além. "Se eu fosse o presidente nesse momento e tivesse visto que a senhora não leu os telegramas diplomáticos que chegavam de Benghazi, teria destituído a senhora de seu cargo. Acho que é imperdoável", criticou. Esse foi o último discurso de Hillary perante o Congresso como secretária de Estado, cargo que deixará nas próximas semanas para ceder ao senador democrata John Kerry. EFE llb/rsd (foto)












