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Hollande afirma que não cederá até ter certeza sobre acordo com o Irã

Internacional|Do R7

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Jerusalém, 17 nov (EFE).- O presidente francês, François Hollande, deu garantias neste domingo em Israel de que considera o programa nuclear iraniano uma ameaça para o mundo e disse que não apoiará um acordo até assegurar que Teerã não busca a arma nuclear. "A França não cederá e nem se comprometerá na questão da propagação de armas nucleares. Enquanto não estivermos convencidos de que o Irã renunciou às aspirações para ter uma arma nuclear, manteremos nossa postura", defendeu hoje em sua chegada a Tel Aviv, no início de uma visita de três dias, a primeira a Israel e aos territórios palestinos como chefe da República. Hollande afirmou que o programa desenvolvido pelo Irã representa "uma ameaça para Israel e está claro que também para a região e para o mundo inteiro". Os dirigentes israelenses agradeceram a França por expressar suas reservas na última rodada de conversas das potências internacionais do Grupo 5+1 (EUA, França, Reino Unido, China, Rússia e Alemanha) e o Irã em Genebra, e que levaram Teerã a acusar Paris de ter bloqueado um acordo. Suas palavras e o momento da visita poderiam servir para respaldar a cruzada realizada nos últimos dias pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, para convencer os líderes mundiais de que não devem relaxar as sanções econômicas ao regime iraniano às vésperas da retomada das conversas destinadas a conseguir um compromisso com o Irã. O chefe do Executivo israelense deve viajar na quarta-feira a Moscou para se reunir com o presidente russo, Vladimir Putin, e retornar a Israel para um encontro na sexta-feira em Jerusalém com o secretário de Estado americano, John Kerry, a fim de lhe convencer que um mal acordo com o Irã poderia culminar em uma guerra. Ao receber Hollande, Netanyahu disse que "Israel vê na França um amigo verdadeiro" e que "não se deve permitir que o Irã alcance a arma nuclear", opção que "não só colocará em perigo Israel e outras nações no Oriente Médio, mas também a Europa e o mundo inteiro". Em uma entrevista à rede de televisão "CNN", Netanyahu advogou, além disso, por aumentar as sanções até que o Irã ceda às exigências internacionais, e marcar "uma linha vermelha" que a República Islâmica não deve atravessar em seu programa de enriquecimento de urânio se quiser evitar um conflito bélico. A questão iraniana está na agenda de conversas entre Netanyahu e Hollande durante um jantar que acontece hoje em Jerusalém. O presidente francês se deslocará na segunda-feira à cidade cisjordaniana de Ramala, para se reunir com o presidente palestino, Mahmoud Abbas, e destacados dirigentes políticos. Hollande visitou hoje o Museu do Holocausto de Jerusalém e amanhã deve pronunciar um discurso no Parlamento israelense (Knesset) após retornar de Ramala. Na cidade palestina depositará uma oferenda no mausoléu que abriga os restos do histórico dirigente palestino, Yasser Arafat, cuja morte foi alvo de investigações no último ano que apontaram à possibilidade de que fora envenenado com polônio-210. O presidente francês também visitará os túmulos do fundador do sionismo, Theodor Herzl, e do primeiro-ministro israelense assassinado Yitzhak Rabin, ambos sepultados no Monte Herzl de Jerusalém. E antes de concluir seu périplo na terça-feira, Hollande renderá tributo aos túmulos das vítimas francesas de um atentado islamita em março de 2012 contra um colégio judeu em Tolouse, o pior ocorrido contra esta minoria na França em três décadas. EFE db/ff (foto)

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