Homem que esfaqueou outro por jogar beijo no metrô é acusado de homicídio
Internacional|Do R7
Nova York (EUA.), 18 set (EFE).- A promotoria do condado de Queens, em Nova York, informou nesta quarta-feira que Steven Torres foi formalmente acusado pelo assassinato do colombiano Ever Orozco, de 69 anos, a quem apunhalou em uma estação de metrô na segunda-feira. Torres, de 22 anos, confessou à polícia ter apunhalado Orozco porque segundo ele o idoso o teria lançado um beijo, foi levado à corte e acusado de assassinato em segundo grau e posse de arma que podem render até 25 anos de prisão. O jovem teve o pedido de fiança negado. A acusação não foi agravada para crime de ódio porque, segundo a promotoria, não haveria evidências suficientes. A esposa da vítima, Alba Orozco, garantiu que Torres mente sobre a homossexualidade de seu marido, com quem estava casada há quinze anos. Ambos tinham filhos de relacionamentos anteriores. "Ele amava as mulheres. O homem que fez isso mente", disse ao jornal "New York Daily News" a viúva, que contou que Orozco tinha acabado de sair de uma consulta médica. O acusado é reincidente. Em 12 de setembro Torres feriu com uma arma branca seu colega de trabalho Miguel González, de 47 anos, pelos mesmos motivos que usou para justificar ter esfaqueado Orozco até a morte. González, que ficou ferido nos braços, sobreviveu ao ataque e por não ter dado queixa, não sofreu nenhuma acusação. Um grupo de legisladores do Queens repudiou hoje o crime durante uma entrevista coletiva. Acompanhados de membros da comunidade LGBT, alertaram sobre a necessidade de educar a comunidade e trabalhar com a polícia para pôr fim aos crimes de ódio. "É infeliz, inadmissível. Não há nenhuma justificativa para atacar um inocente por achar que ele é homossexual", disse a vereador Julissa Ferreras. O vereador Daniel Dromm, assumidamente gay, alertou que se Torres "ou qualquer outra pessoa acha que alegar ser vítima sexual de alguma maneira justifica cometer crimes, estão equivocados". O senador Jose Peralta disse que "o que a comunidade não tolera é o ódio", enquanto o deputado estadual Francisco Moya expressou sua preocupação com o aumento desse tipo de crime, especialmente no Queens. A organização "New York City Anti-Violence Project", que oferece assistência à comunidade lésbica, gay, bissexual, transexual, transgênero, e para gays contaminados com o HIV expressou também seu repúdio e preocupação porque, com Orozco, já são três as pessoas assassinadas por homofobia este ano. EFE rh/cd











