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Homens armados fazem 170 reféns dentro de hotel de luxo em Mali 

Pelo menos três pessoas foram mortas, de acordo com a CNN

Internacional|Do R7, com Agência Brasil

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Homens da ONU e soldados do Mali cercam o hotel
Homens da ONU e soldados do Mali cercam o hotel
Pelo menos 3 pessoas teriam sido mortas dentro de hotel de luxo
Pelo menos 3 pessoas teriam sido mortas dentro de hotel de luxo

Dois homens armados fazem 170 pessoas reféns dentro do Radisson Blu Hotel, em Bamako, em Mali, na África, nesta sexta-feira (20), segundo informações da rede de televisão CNN. Pelo menos três pessoas morreram.

Explosões e tiros foram ouvidos dentro do hotel. Soldados do Mali e tropas da ONU (Organização das Nações Unidas) cercaram o hotel, mas não há informações de quantas pessoas estão dentro do local.


De acordo com porta-voz do hotel Carlson Rezidon, entre os reféns há clientes e também funcionários. O Radisson Blu, que fica a oeste do centro da cidade, está perto de ministérios e escritórios diplomáticos.

Segundo uma testemunha, os suspeitos teriam chegado ao local em um veículo diplomático e começaram a atirar ao entrarem.


O jornal Independent traz informação de que sequestradores teriam libertado alguns reféns que provaram poder citar trechos do Alcorão, o livro sagrado do Islã.

Até o momento, nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelo sequestro. Segundo informações da CNN, a situação é preocupante porque acontece apenas um dia depois de o presidente francês, François Hollande, ter elogiado as ações de suas tropas na África.


— A França está liderando esta guerra com os seus soldados de coragem. Realizamos a guerra ao lado dos aliados. Nossos parceiros estão nos dando todos os meios disponíveis para isso. Como fizemos no Mali,vamos continuar a fazer no Iraque e na Síria.

O norte do Mali esteve, entre março e abril de 2012, sob controle de grupos jihadistas ligados à Al Qaeda, na sequência de um golpe militar. O país é uma ex-colônia francesa.


Os grupos foram dispersados e perseguidos após uma intervenção militar internacional lançada em janeiro, por iniciativa da França, cujas forças militares se mantêm ainda no país.

No entanto, há várias regiões que escapam ao controle das forças militares malaias e estrangeiras. Há muito concentrados no norte do país, os ataques jihadistas estenderam-se, desde o início do ano, para o centro e, desde junho, para o sul do território.

Há oito meses, atentado terrorista em Mali deixou 5 mortos e 8 feridos

Outros atentados

No dia 7 de março deste ano, um atentado contra um bar-restaurante em Bamako fez cinco mortos, entre eles, um cidadão belga e um francês. Foi o primeiro ataque desse tipo registrado na capital do Mali.

Em agosto passado, ocorreu outra tomada de reféns, de mais de 24 horas, em um hotel da cidade, que provocou a morte de quatro soldados e cinco funcionários da Organização das Nações Unidas, bem como de quatro assaltantes.

Os grupos islâmicos têm feito ataques no Mali desde junho, apesar de um acordo de paz entre os rebeldes tuaregues, no norte do país, e grupos armados rivais pró-governo.

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