Hong Kong faz referendo civil por reformas eleitorais
População teme que Pequim não permita sufrágio universal na ex-colônia britânica
Internacional|Do R7
Cerca de 300.000 pessoas participaram nesta sexta-feira (20), em Hong Kong, de um "referendo civil" não oficial para pedir reformas eleitorais, temendo que as autoridades de Pequim não cumpram a promessa de permitir o sufrágio universal na ex-colônia britânica.
Por volta das 12h00 GMT (8h00 no horário de Brasília), oito horas após abertura da votação, 298.268 pessoas já haviam participado da consulta popular a ser realizada durante dez dias.
Os eleitores tiveram que escolher entre três diferentes métodos para escolher o próximo líder de Hong Kong em 2017.
O movimento pró-democracia Occupy Central, que é responsável pela organização da votação, declarou que a elevada taxa de participação demonstra a vontade do povo de Hong Kong pelo sufrágio universal.
Em 1997, quando a Grã-Bretanha devolveu Hong Kong à China, o território recebeu de Pequim garantias de que poderia manter suas liberdades e seu direito de protestar, de acordo com o princípio chamado de "um país, dois sistemas".
O chefe-executivo de Hong Kong é eleito por um comitê favorável às autoridades chinesas, que prometeu que em 2017 poderá ser escolhido diretamente, mas Pequim se reserva o direito de escolher os candidatos, o que provocou protestos.
"Se conseguirmos uma alta participação provaremos que o povo de Hong Kong está comprometido com uma democracia real", disse Benny Tai, um dos fundadores do Occupy Central.
A votação continuará até 29 de junho. Até o momento, o voto é dado a partir de telefones celulares, mas os organizadores também querem instalar urnas nas ruas.
Enquanto isso, as autoridades chinesas afirmaram nesta sexta-feira que o referendo não tem base constitucional e, portanto, é nulo e sem efeito, indicou a agência de notícias oficial Xinhua.












