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Insurgentes iniciam saída do centro de Homs, símbolo da rebelião síria

Internacional|Do R7

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(atualiza o número de prisioneiros libertados no 14º parágrafo). Susana Samhan Beirute, 7 mai (EFE).- OOs rebeldes sírios começaram hoje a sair de um de seus principais redutos, a parte antiga da cidade de Homs, símbolo da resistência contra o regime de Bashar al Assad, após chegar a um acordo com as autoridades. O governador de Homs, Talal al Barazi, explicou à Agência Efe por telefone que os insurgentes começaram a sair de manhã em vários ônibus. No total, cerca de dois mil rebeldes, e entre eles famílias de alguns combatentes, marcharam em cumprimento ao acordo assinado no domingo pelas partes em conflito. Até agora cerca de 800 deles abandonaram o centro de Homs e foram para Dar al Kabira, no norte da cidade, disse à agência Efe uma fonte rebelde próxima às negociações com o regime. Os ônibus estão sendo escoltados por equipes da ONU e da polícia síria. Entre os opositores que estão deixando a parte histórica há vários feridos em tratamentos e transportados pelo Crescente Vermelho da Síria. A fonte ressaltou que a saída dos insurgentes da parte velha de Homs se prolongará até amanhã. Uma vez em Dar al Kabira, existe uma regra de alojamento, comida e serviços médicos para que os insurgentes possam ficar em áreas sob controle da oposição da província. Os rebeldes puderam levar armas leves e médias, como metralhadoras e lança-granadas. Em troca, os insurgentes colocarão em liberdade 70 prisioneiros, entre eles um iraniano, retidos nas províncias setentrionais de Latakia e Aleppo. A fonte opositora acrescentou que o acordo também contempla a entrada de ajuda humanitária em várias aldeias de Aleppo, como Nubel e Al Zahra, de maioria alauita, seita à qual pertence o presidente Bashar al Assad. Um ativista vinculado à Frente Islâmica nessa província, Abu Hadifa, afirmou que a ajuda, alimentos e remédios, tinha começado a entrar nos dois povoados. No entanto, o Observatório Sírio de Direitos Humanos denunciou que a ajuda ainda entrou em Nubel e Al Zahra, ao ser impedida por uma brigada islamita na divisa das cidades. A ONG acrescentou que os insurgentes libertaram 45 prisioneiros: doze menores, três mulheres, um iraniano e 29 membros das forças do regime. Após a saída do último rebelde da parte antiga de Homs, equipes especiais de desativação de bombas e explosivos farão a varredura da região e depois o exército a ocupará. Com o recuo, só sobrarão insurgentes no bairro de Uaer, único ainda sob controle da oposição em Homs. Em fevereiro houve uma trégua humanitária, com a mediação da ONU, para retirar 1.400 civis - mulheres, crianças e idosos - da área. A saída dos insurgentes e a entrada dos soldados dará um fim a um assédio que durou mais de 20 meses na parte antiga da cidade, um dos símbolos da oposição contra o regime de Al-Assad, iniciada em março de 2011. A situação atual na Síria pouco tem a ver com aqueles primeiros meses nos quais Homs, conhecida como "a capital da revolução", recebia diariamente protestos e sofreu a dureza dos bombardeios do governo entre fevereiro e março de 2012. Agora, o país está imerso em um conflito bélico de difícil solução, com mais de 150 mil mortos em três anos, e se prepara para realizar eleições presidenciais em 3 de junho. Em plena campanha eleitoral, os meios de comunicação oficiais sírios publicaram nesta quarta-feira fotos do presidente abraçado a sua esposa, Asma, e fazendo carinho nos filhos dos "mártires" da guerra. EFE ssa/cd (foto)

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