Interventor vê possível crime de Netanyahu em gestão de residência oficial
Internacional|Do R7
Jerusalém, 17 fev (EFE).- O interventor do Estado de Israel, Yosef Shapira, considera que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu pode ter incorrido em crime na administração de sua residência oficial, onde as despesas se multiplicaram desde que ele assumiu o cargo, segundo um relatório divulgado nesta terça-feira. De acordo com o relatório de Shapira, existe um possível crime de apropriação indevida por irregularidades recentemente denunciadas: a troca de móveis entre a residência oficial e a particular de Netanyahu, e o desvio do valor obtido com a reciclagem de milhares de garrafas de bebidas retornáveis que tinham sido compradas com dinheiro público. "No caso da arrecadação pelas garrafas, foi informado ao Escritório do Interventor que a esposa do primeiro-ministro embolsou 4.000 shekels (R$ 2,9 mil)", diz o relatório, no qual Shapira ressalta que a quantia apropriada não é relevante, porque a lei é aplicável da mesmo maneira para "um centavo e para cem". Segundo o testemunho de um ex-mordomo que processou o casal Netanyahu por demissão sem justa causa, a esposa do primeiro-ministro costumava ficar com o valor pelo retorno das garrafas - de 0,30 centavos de shekel por garrafa - para sua despesa particular. Diferentes cálculos do consumo na residência oficial elevam a pelo menos 24.000 shekels (R$ 17,5 mil) o dinheiro apropriado, informou o jornal "Ha'aretz" no mês passado. Shapira ressaltou que, já que as bebidas foram compradas com dinheiro público, "o reembolso é igualmente propriedade do contribuinte". Sobre a substituição dos móveis da residência oficial por outros mais velhos de sua casa particular, o interventor acredita também que exista presunção de delito e lembra que o assunto está nas mãos do assessor legal do governo, Yehuda Wainstein, que não se decidiu sobre abrir uma investigação. A investigação revela que o consumo na residência oficial e nas duas casas particulares do primeiro-ministro aumentou consideravelmente nos últimos anos, de 1.860.000 shekels (R$ 1,36 milhão) em 2009 para 3.114.000 shekels (R$ 2,27 milhões) em 2011. Em 2012 e 2013, a despesa diminuiu, mas continuou sendo muito mais alta do que quando o primeiro-ministro assumiu suas funções. Em sua análise, Shapira também advertiu sobre os vícios de consumo da família Netanyahu e alertou que houve "esbanjamento de recursos" como pedir constantemente comida de restaurantes quando havia uma cozinheira de plantão na residência. EFE elb/id







