Investigação aponta telefonemas entre Nisman e agente de inteligência
Internacional|Do R7
Buenos Aires, 9 fev (EFE).- A investigação da morte de Alberto Nisman detectou chamadas a partir do celular do promotor para um telefone que pertence a Antonio "Jaime" Stiuso, ex-chefe de operações da Secretaria de Inteligência da Argentina, informou nesta segunda-feira a promotora responsável pelo caso, Viviana Fein. "Do cruzamento das chamadas telefônicas efetuadas de e para a linha Nextel de Alberto Nisman, se depreende que as reiteradas comunicações recebidas pelo assinante correspondem ao engenheiro Stiuso e foram efetuadas a partir do o número do falecido promotor", disse Viviana Fein. O comunicado esclareceu que "o registro detalha as comunicações de entrada e saída, mas não reflete o conteúdo". A procuradoria informou que "estão avaliando as condições com as quais tomarão o depoimento do engenheiro Stiuso, para resguardar a integridade pessoal da testemunha". Stiuso, que colaborava com Nisman na investigação do atentado em 1994 contra a associação judaica Amia, foi liberado dias atrás pelo governo de guardar segredo em relação a suas atividades de inteligência para que pudesse ser interrogado. Segundo a investigação, Nisman manteve contato telefônico com uma linha no nome de Stiuso um dia antes de sua morte. O governo assinalou que o ex-agente é instigador de uma manobra que levou Nisman a apresentar, quatro dias antes de sua morte, uma denúncia contra a presidente Cristina Kirchner de ter acobertado os iranianos acusados do ataque à Amia, no qual morreram 85 pessoas. Até agora o único acusado formalmente pela morte de Nisman no caso é Diego Lagomarsino, o técnico informático que trabalhava com o promotor e que entregou a arma de onde saiu a bala encontrada na cabeça do promotor e encontrada junto ao corpo. A promotoria detalhou em seu comunicado de hoje que "o disparo foi efetuado na zona temporal direita, três centímetros acima da inserção do pavilhão auricular e se estabeleceu que o orifício de entrada tinha diâmetro de seis milímetros". Na sexta-feira começaram as provas histopatológicas e de DNA sob as unhas de Nisman. EFE nk/cd













