Investigação de morte de que Yulia Tymoshenko é acusada é reaberta
Internacional|Do R7
Kiev, 13 mai (EFE).- A Procuradoria-Geral ucraniana anunciou nesta segunda-feira a reabertura da investigação do assassinato do deputado e empresário Yevgueni Scherban em 1996, do qual a ex-primeira-ministra Yulia Tymoshenko é acusada, poucas horas depois que o advogado da política informou que o caso foi encerrado. "A disposição de suspender a investigação foi emitida em 26 de abril e em 13 de maio a investigação foi retomada", disse um porta-voz da Procuradoria citado por agências locais. O representante reagiu assim às declarações de Sergei Vlásenko, advogado de Tymoshenko, que disse ter recebido a decisão da Procuradoria de "encerrar o assunto", no mesmo 26 de abril. "Tenho aqui uma carta da Procuradoria com a respectiva decisão", disse em entrevista coletiva o advogado da líder opositora ucraniana, que desde 2011 está presa cumprindo pena de prisão por abuso de poder e desvio de fundos públicos. Vlásenko analisou que a decisão, tomada em 26 de abril é "um sinal" de que na realidade "não há nenhum caso de Sherban" em alusão a um caráter político da perseguição judicial de Tymoshenko que foi acusada de encomendar um assassinato e poderia ser condenada à prisão perpétua pelo caso. A Procuradoria explicou que a suspensão tinha como objetivo acelerar a investigação, já que a pasta precisava de tempo para regular vários trâmites relacionados à colaboração com outros países com relação ao caso. A Procuradoria sustentava que Sherban foi assassinado porque se negou a submeter seus negócios na região oriental de Donbass às regras da corporação estatal Sistemas Energéticos Unidos (SEU) de Tymoshenko. A opositora ucraniana negou seu envolvimento no assassinato de Sherban, acusação que definiu como uma "mentira grosseira" facilmente refutável pela justiça internacional. Em abril de 2012, Ruslan, filho do assassinado, apresentou à Procuradoria evidências escritas do possível envolvimento de Tymoshenko e Lazarenko na morte de seu pai. A então secretária de Estado americana, Hillary Clinton, pediu no final de janeiro em carta ao governo de Kiev a imediata libertação de Tymoshenko, que foi condenada em outubro de 2011 a sete anos de prisão por abuso de poder, embora não reconheça a culpa. EFE bk-vm/tr












