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Irã ataca infraestrutura civil de países vizinhos e não cede aos EUA; veja análise

Teerã ameaça países do Golfo que prestarem qualquer tipo de apoio ao exército norte-americano

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Irã ameaçou os países do Golfo que apoiarem o exército dos EUA, considerando tal apoio como participação nas operações militares norte-americanas.
  • O Irã está atacando a infraestrutura civil dos países vizinhos, incluindo usinas de dessalinização, para pressionar a população local.
  • O Irã não demonstra intenção de ceder às pressões dos Estados Unidos, mesmo com o deslocamento de um porta-aviões americano para o Oriente Médio.
  • As tensões entre Irã e EUA continuam, com implicações globais, enquanto o Irã permanece firme em suas decisões sem depender do apoio popular.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O Irã ameaçou os países do Golfo que prestarem qualquer tipo de apoio ao exército dos Estados Unidos. Após o anúncio de Abu Dhabi sobre a suspensão do comércio com Teerã, o comandante das forças armadas iranianas afirmou que “qualquer assistência ou facilitação prestada ao agressor equivale a uma participação nas operações militares norte-americanas”.

De acordo com o general Ali Abdollahi, é improvável que um número tão grande de aeronaves militares, neste caso aviões-tanque, se encontre em bases regionais sem o conhecimento dos países anfitriões. Além disso, o alerta iraniano veio em meio ao deslocamento de um porta-aviões dos Estados Unidos para o Oriente Médio.


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Em entrevista ao programa Conexão Record News, o professor de relações internacionais Vitelio Brustolin explicou que as ameaças iranianas aos países vizinhos têm ido além de ofensivas a bases militares, atingindo também a infraestrutura civil, como usinas de dessalinização.

“Quando a gente olha para essa região do mundo, é importante entender que é uma região árida; então, não tem como as pessoas sobreviverem sem dessalinizar a água do mar. [...] Quando esses países atacam essa infraestrutura civil, é para infligir à população uma pressão para que esses países tomem uma postura favorável a quem ataca. No final das contas, quem sofre são as populações”, enfatizou.


“O Irã não dá sinal de que vá ceder aos Estados Unidos [...]. O Irã investe, portanto, nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos em novembro, e o Trump investe no bloqueio naval contra o Irã. Mas, no final das contas, o Irã, como nós sabemos, é uma ditadura, não depende do apoio da população para tomar decisões e não deve ceder. Então o mundo inteiro paga os custos pelo prolongamento dessa guerra”, completou.

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