Irã cobra tropas após aviso de Trump: ‘Nenhum inimigo deve sobreviver em caso de invasão’
Presidente dos EUA afirmou que o conflito está ‘perto do fim’ e pode terminar em algumas semanas
Internacional|Do R7, com Reuters e Estadão Conteúdo
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O quartel-general operacional do Irã deve monitorar “os movimentos inimigos com o máximo pessimismo e precisão” e estar pronto para neutralizar qualquer método de ataque, afirmou o chefe do exército iraniano, Amir Hatami, em declarações divulgadas pela mídia estatal nesta quinta-feira (2).
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o conflito com o Irã está “perto do fim” e pode terminar em algumas semanas, mas o aumento paralelo do número de tropas americanas no golfo Pérsico gerou preocupações de que preparativos para possíveis operações terrestres possam estar em andamento.
“Nenhuma tropa inimiga deve sobreviver se os adversários tentarem uma operação terrestre”, disse Hatami, segundo a mídia estatal .
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Ebrahim Zolfaqari, porta-voz do quartel-general central Khatam al-Anbiya das Forças Armadas do Irã, afirmou que a guerra continuará até o “arrependimento irreversível e a rendição final” dos inimigos de Teerã, segundo um comunicado divulgado pela mídia iraniana.
Ataques do Irã
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) afirmou ter realizado ataques com mísseis e drones contra instalações ligadas aos Estados Unidos no golfo, incluindo setores siderúrgico e de alumínio em países como Emirados Árabes Unidos e Bahrein.
Segundo o comunicado, a ofensiva integra a 90ª onda de ataques da operação “Promessa Verdadeira 4” e foi conduzida por forças aeroespaciais e navais do grupo.
A IRGC disse que os alvos incluíram indústrias siderúrgicas dos EUA em Abu Dhabi e “partes intactas das instalações de alumínio” americanas no Bahrein, além de posições militares dos Estados Unidos próximas a Manama.
A ação foi descrita como resposta a ataques anteriores contra a indústria iraniana. “Havíamos advertido que, em caso de repetição de ataques às indústrias do Irã, destruiríamos as instalações americanas na região”, afirmou.
O comunicado também menciona vítimas entre forças americanas, dizendo que dezenas de militares teriam sido mortos ou feridos. Segundo a IRGC, áreas atingidas foram isoladas e houve fluxo contínuo de ambulâncias após os bombardeios.
A Guarda Revolucionária classificou a operação como um “aviso” e elevou o tom contra Washington. “Se as indústrias iranianas forem atingidas novamente, a próxima resposta será muito mais dolorosa”, declarou, acrescentando que novos ataques poderão mirar “infraestruturas principais” e instalações econômicas dos EUA na região.
O grupo também alertou o presidente dos EUA contra a ampliação do conflito, afirmando que novas ameaças podem “tornar o mundo inseguro para os EUA”.
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