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Irã diz que EUA devem esperar ‘repetição de derrotas’ se não aceitarem proposta de paz

Porta-voz do Ministério da Defesa iraniano afirmou que qualquer nova agressão terá uma resposta ‘decisiva’ e ‘definitiva’

Internacional|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Governo do Irã avisa EUA sobre possíveis derrotas militares se não aceitarem proposta de paz.
  • Porta-voz do Ministério da Defesa iraniano destaca que qualquer nova agressão terá resposta decisiva.
  • Presidente do Parlamento iraniano afirma que única alternativa para fim da guerra é a aceitação da proposta por Washington.
  • Diálogo entre EUA e Irã é mediado pelo Paquistão, mas impasses dificultam novas reuniões.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Trump classificou como 'totalmente inaceitável' o documento apresentado por Teerã Molly Riley/Official White House Photo by Mo

O governo do Irã afirmou que os Estados Unidos “devem esperar uma repetição de suas derrotas passadas no campo militar” se não aceitarem a proposta apresentada por Teerã para pôr fim ao conflito desencadeado no Oriente Médio devido à ofensiva lançada de surpresa em 28 de fevereiro pelos exércitos israelense e americano contra o país asiático.

“Se o inimigo não ceder às justas exigências do Irã pela via diplomática, deve esperar que se repitam suas derrotas passadas no campo de batalha”, afirmou o porta-voz do Ministério da Defesa iraniano, Reza Talaei-Nik, que ressaltou que “se esses direitos razoáveis e definitivos não forem alcançados, o inimigo não poderá sair do atoleiro em que se encontra preso”.


Assim, ele destacou que qualquer nova agressão terá uma resposta “decisiva” e “definitiva”, ao mesmo tempo em que afirmou que “a repetida fuga de navios norte-americanos da zona de conflito demonstra a determinação e a capacidade das Forças Armadas do Irã”, conforme noticiado pela emissora de televisão iraniana Press TV.

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As palavras de Talaei-Nik vieram depois que o presidente iraniano, Masud Pezeshkian, afirmou na terça-feira (13) que “o mais racional” e “benéfico” para Teerã é “consolidar a vitória no campo de batalha” por meio de um processo de negociações com Washington, em meio ao impasse nas conversações para se chegar a um acordo.


Por sua vez, o presidente do Parlamento iraniano, Mohamed Baqer Qalibaf, disse que “não há outra alternativa” para pôr fim à guerra que não passe pela aceitação, por parte dos Estados Unidos, da proposta apresentada por Teerã, antes de alertar que qualquer outra opção “não levará a nada além de um fracasso após o outro”, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou como “totalmente inaceitável” o documento apresentado por Teerã.

Os Estados Unidos e o Irã estão imersos em um processo de diálogo mediado pelo Paquistão, embora as diferenças nas posições tenham impedido, até o momento, a realização de uma segunda reunião em Islamabad, que sediou um primeiro encontro presencial após o acordo de cessar-fogo firmado em 8 de abril, prorrogado desde então sem prazo determinado por Trump.


O bloqueio do estreito de Ormuz e o recente assalto e apreensão de navios iranianos na zona por parte das forças americanas têm sido um dos motivos invocados por Teerã para não comparecer a Islamabad, uma vez que considera que essas ações constituem uma violação do cessar-fogo que impede o processo de diálogo.

Apesar disso, ambos os países mantêm seus contatos por meio da mediação de Islamabad.

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