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Irã não teria condições de indenizar os EUA por danos da guerra, aponta especialista

Trump exige compensação por ‘todas as pessoas que Teerã matou’; parte dos recursos internacionais do país está congelada

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Donald Trump exige que o Irã indenize pelos danos causados durante a guerra, mas o país não teria condições financeiras devido às sanções internacionais.
  • O Irã ainda controla o estreito de Ormuz, uma importante rota de transporte de petróleo, e usa isso como uma vantagem estratégica no conflito.
  • O bloqueio do estreito aumentou o preço do petróleo, impactando o custo de vida nos Estados Unidos.
  • Teerã está negociando com Omã para novas rotas de navegação, condicionando a reabertura do estreito ao cumprimento de exigências pelos EUA.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A resposta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, às condições do Irã para um acordo de paz reduziu as expectativas de uma abertura do estreito de Ormuz. Nesta segunda-feira (9), o líder disse que vai exigir uma indenização por todas as pessoas que o Irã matou e feriu gravemente.

No entanto, o professor de relações internacionais Vitelio Brustolin aponta que o Irã sequer teria condições de arcar com essas indenizações, em razão do bloqueio de boa parte de seus recursos internacionais pelas sanções do Ocidente. Em entrevista ao Conexão Record News, ele destaca que Teerã ainda teria o controle do estreito como uma “grande arma” no conflito.


Vista de uma rua urbana no Irã, com prédios modernos ao fundo. Bandeiras do Irã estão penduradas ao longo da via
Teerã ainda tem controle do estreito como 'grande arma' Reprodução/Record News

“Existe uma pressão também política, porque aqui as autoridades iranianas percebem o momento que os Estados Unidos atravessam, percebem o aumento do custo de vida da população dos Estados Unidos”, afirma. O bloqueio da passagem, por onde eram transportados cerca de 20% do petróleo mundial, provocou uma disparada no preço do combustível e, por consequência, em toda a cadeia alimentar.

No fim de semana, Teerã afirmou estar perto de um acordo com Omã para definir novas rotas de navegação pelo estreito de Ormuz, mas reiterou que, antes de a via ser reaberta, os EUA deveriam cumprir algumas condições, como indenizar os danos da guerra e encerrar as sanções e ameaças militares.

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