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Irlanda decide zerar investimentos em combustíveis fósseis

Lei aprovada esta semana prevê que o fundo de investimentos do país vai vender suas ações em companhias de combustível fóssil nos próximos 5 anos

Internacional|Fábio Fleury, do R7

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Irlanda vai deixar de investir em petrolíferas
Irlanda vai deixar de investir em petrolíferas

A Irlanda vai zerar, em até 5 anos, todos os investimentos estatais em companhias que produzem combustíveis fósseis, como petróleo, carvão e gás natural. Uma lei aprovada na câmara inferior do Parlamento irlandês na última quinta-feira (12) fará com que o país seja o primeiro do mundo a cumprir o 'desinvestimento' em empresas do tipo.

De acordo com a legislação, o fundo nacional de investimentos da Irlanda terá de vender ações em companhias produtoras de combustível fóssil, avaliadas hoje em 8 bilhões de euros (cerca de R$ 36 bilhões) até 2023. O fundo soberano da Noruega também tem feito desinvestimentos semelhantes, mas não há previsão de vender as ações por inteiro.


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Mudanças de investimento

Autor do projeto de lei, o deputado independente Thomas Pringle comemorou o resultado. Antes de virar legislação, o projeto ainda será votado na câmara superior do Parlamento, mas a tendência é que ele seja aprovado e colocado em prática até o fim deste ano.


"O desinvestimento manda uma mensagem clara, de que o público irlandês e a comunidade internacional estão prontos para agir e pensar além de interesses de curto prazo. Estamos mostrando que existe a necessidade de parar de investir nessa indústria antes que as consequências climáticas se tornem irreversíveis", disse o parlamentar.

O projeto define que uma companhia de combustível fóssil é aquela que tem 20% ou mais de sua receita baseada na exploração, extração ou refino de combustíveis como petróleo e gás natural. Outro artigo prevê que a Irlanda pode investir em empresas desse tipo se os fundos forem usados para que elas mudem para outras fontes de combustível.


Exemplo da Costa Rica

A mudança de legislação da Irlanda, até então considerado o segundo pior país da Europa em termos de ações ambientais, é semelhante à política adotada pela Costa Rica, que pretende zerar suas emissões de carbono até 2021.


Em maio, o novo presidente do país, Carlos Alvarado, anunciou o plano para a 'descarbonização' completa até o ano em que a Costa Rica completa 200 anos de independência. O país já produz 99% de sua eletricidade com formas renováveis, como energia solar, eólica e hidrelétrica.

Em seu discurso da vitória, Alvarado disse que quer remover completamente a gasolina e o óleo diesel dos meios de transporte costarriquenhos.

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