Irlanda do Norte: Prisão é 'sinal errado' para paz, afirma líder do Sinn Fein
Adams foi posto em liberdade neste domingo, após quatro dias de prisão preventiva
Internacional|Do R7
Gerry Adams, presidente do Sinn Fein (partido político ligado ao grupo terrorista Exército Republicano Irlandês, o IRA), criticou neste domingo (4) a maneira como a polícia norte-irlandesa administrou sua detenção, ligada a um assassinato cometido pelo IRA em 1972, ressaltando que enviava "um sinal errado" para o processo de paz.
Adams foi posto em liberdade neste domingo, após quatro dias de prisão preventiva, no caso do assassinato de Jean McConville, uma viúva, mãe de dez filhos, acusada pelo IRA de ser informante britânica, disse a fonte.
— Aqueles que autorizaram (a prisão) não tomaram uma boa decisão estratégica — declarou Adams.
Ele se pronunciou durante entrevista coletiva no Balmoral Hotel, em Belfast, pouco depois de sua libertação.
— É, completamente, um sinal errado — afirmou — Não precisavam fazer isso em plena campanha eleitoral. Eu entrei em contato com eles há dois meses.
À esquerda de Adams, estava o vice-primeiro-ministro norte-irlandês, Martin McGuinness.
O presidente do Sinn Fein declarou que a essência das acusações que pesam contra ele procede de artigos da imprensa, livros, ou fotos. Essas acusações fazem parte, segundo ele, de uma "campanha contínua, mal-intencionada, mentirosa e ameaçadora".
Gerry Adams reiterou seu apoio ao processo de paz.
— Não podemos voltar atrás.
Seu caso foi enviado para a Procuradoria, que decidirá sobre sua eventual acusação formal, de acordo com a polícia.











