Irmã de Kim Jong-un ganha protagonismo na Coreia do Norte e sobe o tom contra o Japão
Segundo o pesquisador Lier Ferreira, regime norte-coreano visa renovação política, enquanto a Ásia enfrenta tensões
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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O rearmamento militar japonês gerou uma resposta de Kim Yo-jong, a irmã de Kim Jon-un. Ela acusou o país de se transformar em um estado de guerra e reforçou que a Coreia do Norte jamais será expectadora da evolução militar do Japão. Com a fala, Yo-jong simboliza uma renovação da escalada militar asiática e na própria linhagem que comanda o regime norte-coreano.
“Ela tem assumido um protagonismo cada vez maior no contexto do regime, de modo que alguns analistas internacionais já apontam que ela poderia vir a ser uma sucessora do irmão”, afirmou o pesquisador do núcleo dos países Brics da UFF (Universidade Federal Fluminense), Lier Ferreira, durante o Conexão Record News desta quarta-feira (05).
As falas marcam o aumento das tensões. Ferreira se recorda da reação de Pyongyang aos testes japoneses com mísseis Tomahawks. “Kim Yo-jong disse que a Coreia do Norte adotará as opções militares adicionais contra aquilo que vem sendo considerado uma ameaça. [...] O Japão tem investido muito intensamente em forças militares”.
Para o professor, o movimento das peças no tabuleiro diplomático sinaliza que uma jogada arriscada está prestes a ocorrer: “O que nós estamos assistindo é mais um polo de tensões estratégicas no contexto da Ásia Oriental, a qual se soma [...] às tensões que já estão acontecendo entre China e Japão, principalmente em função da ilha de Taiwan, que para a China é parte inseparável do território chinês”.
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