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Islamitas do Egito convocam novas manifestações para esta tarde

Partidários de Mursi querem fim do "golpe de Estado"; repressão já deixou mais de 750 mortos

Internacional|Do R7

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Partidários de Mursi fazem o v de vitória ao deixar mesquista cercada pelas forças de segurança
Partidários de Mursi fazem o v de vitória ao deixar mesquista cercada pelas forças de segurança -/AFP

Os partidários do presidente deposto Mohamed Mursi convocaram novos protestos neste domingo (18) a partir das 14h GMT (11h de Brasília), imediatamente depois da oração nas mesquitas, com o lema "a semana do fim do golpe de Estado".

Ao fim do horário de toque de recolher neste domingo, o clima era calmo nas ruas do Cairo, onde, pela primeira vez desde quinta-feira passada, o transporte público voltou a funcionar e o tráfego era normal.


A convocação de manifestações provoca o temor de novos confrontos, similares aos registrados nos últimos quatro dias e que deixaram mais de 750 mortos, em sua maioria simpatizantes de Mursi.

Europa reage


Os dirigentes da União Europeia (UE) Herman Van Rompuy e José Manuel Durão Barroso advertiram o governo egípcio de que o bloco está disposto a revisar as relações com o Cairo se a violência não cessar no país.

Em um comunicado conjunto, os presidentes do Conselho da Europa e da Comissão Europeia alertam que o aumento da violência pode ter "consequências imprevisíveis" para o Egito e para a região. Eles apelam à responsabilidade do governo e do Exército para o retorno da calma.


"Os pedidos de democracia e por liberdades fundamentais da população egípcia não podem ser ignorados, muito menos banhados em sangue", afirmam os líderes europeus.

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— Em cooperação com os sócios internacionais e regionais, a UE seguirá firmemente comprometida no esforço de promover o fim da violência, a retomada do diálogo político e o retorno de um processo democrático.

"Com este objetivo, a UE, ao lado dos Estados membros, revisará urgentemente nos próximos dias as relações com o Egito e adotará medidas para alcançar estes objetivos", afirma o texto.

Na segunda-feira (19), representantes diplomáticos dos 28 membros da UE terão uma reunião de emergência em Bruxelas sobre o Egito, antes da convocação de um encontro dos ministros europeus das Relações Exteriores nos próximos dias.

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O comunicado, que ressalta que o fim imediato da violência é crucial, aponta que "embora todos devam exercer a máxima moderação, destacamos a responsabilidade em particular do governo provisório e do Exército para acabar com os confrontos".

— A violência e os assassinatos dos últimos dias não podem ser justificados nem tolerados. Os direitos humanos devem ser respeitados e defendidos. Os presos políticos devem ser liberados.

No Vaticano, o Papa Francisco fez um novo apelo a favor da paz no Egito.

"Seguimos rezando pela paz no Egito", declarou o pontífice no tradicional Ângelus dominical no Palácio Apostólico na praça de São Pedro.

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