Rússia x Ucrânia: ‘A guerra mudou de feição’, avalia especialista
Professor de relações internacionais apontou que novos bombardeios russos são uma resposta, e não um símbolo de força
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Depois de um dos maiores ataques desde o começo da guerra no Leste Europeu, a Ucrânia voltou a ser alvo de bombardeios russos nesta sexta-feira (3). Segundo as autoridades ucranianas, quatro pessoas morreram e outras dez ficaram feridas em diversas localidades do país, sendo uma delas a cidade natal do presidente Volodymyr Zelensky, onde sete civis tiveram ferimentos.
Apesar de uma pesquisa ter revelado nesta semana que a Rússia registrou 1,4 milhão de baixas desde o começo da guerra, o porta-voz do Kremlin afirmou que Moscou continuará aumentando a pressão sobre a Ucrânia. De acordo com os dados mostrados, esse seria o maior volume de perdas por uma grande potência em um conflito desde a Segunda Guerra Mundial.
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Além disso, foi exposto que a Ucrânia sofreu baixas expressivas, contabilizadas em cerca de 620 mil mortos, feridos ou desaparecidos, apontando que a guerra no Leste Europeu pode superar em perdas a batalha de Stalingrado.
Durante o Conexão Record News, o professor de relações internacionais Leonardo Trevisan explicou que sempre houve a chance da diplomacia; a Europa, desde o início, esteve muito ambiciosa com isso, mas o problema era com Putin. Segundo Trevisan, os bombardeios russos não são um sinal de força, mas, na verdade, resposta a uma eficiente ação ucraniana na Rússia que mudou o rumo da guerra.
“A guerra meio que mudou de feição [...] A Ucrânia conseguiu fazer, com o apoio europeu, drones, e os resultados estão aí. A Rússia está fazendo esses ataques brutais para amedrontar os ucranianos, para que eles parem de atacar as refinarias”, enfatizou.
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