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Israel autoriza construção de 3.000 casas em territórios palestinos na Cisjordânia

Medida é anunciada um dia após Nações Unidas aprovarem novo status palestino na ONU

Internacional|Do R7, com AFP

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Assentamento judaico na Cisjordânia, nos arredores de Jerusalém
Assentamento judaico na Cisjordânia, nos arredores de Jerusalém

Israel vai autorizar a construção de 3.000 novas casas em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia, informou nesta sexta-feira (30) uma autoridade israelense, um dia após a aprovação do novo status da Palestina como Estado observador da ONU.

"É correto. Em Jerusalém e na Cisjordânia", confirmou esse alto funcionário à AFP ao ser interrogado sobre a veracidade de uma mensagem no Twitter do correspondente diplomático do jornal israelense Haaretz.


"Segundo uma autoridade política, [o primeiro-ministro Benjamin] Netanyahu decidiu construir 3.000 novos assentamentos em Jerusalém Oriental e nas colônias da Cisjordânia, em resposta à iniciativa palestina na ONU", postou Barak Ravid em hebraico em sua conta no Twitter.

Ravid afirma que algumas das novas residências deverão ser construídas na polêmica zona "E1", que liga Jerusalém Oriental à colônia de Maalé Adumim, na Cisjordânia.


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"Apesar da promessa que fez ao presidente [norte-americano Barack] Obama, o primeiro-ministro Netanyahu deu uma ordem para que sejam mantidas as construções na zona E1 entre Maalé Adumim e Jerusalém, o que vai isolar a parte norte da Cisjordânia de sua região meridional", ressalta ainda Ravid.


Israel pretende com este projeto criar uma ligação territorial entre Maalé Adumim (35 mil habitantes) e as colônias de Jerusalém Oriental, ocupada e anexada desde 1967. Ambas as regiões estão a cerca de 10 km de distância uma da outra.

Ele foi denunciado com veemência pelos palestinos por praticamente dividir em duas a Cisjordânia, comprometendo a viabilidade de um Estado palestino.

Israel já havia ameaçado os palestinos com represálias por sua tentativa de se tornar um Estado observador na ONU, aprovada na quinta-feira à noite.

No dia 12 de novembro, o movimento israelense anticolonização Paz Agora anunciou a existência de um projeto para quintuplicar o número de assentamentos na colônia de Itamar, no norte da Cisjordânia.

Em novembro de 2011, após a concessão do status de membro da Unesco à Palestina, Israel também acelerou a construção nas colônias da Cisjordânia ocupada.

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