Israel considera que o Irã "recebeu um prêmio" no acordo com G5+1
Internacional|Do R7
Jerusalém, 24 nov (EFE).- O ministro israelense de Relações Exteriores, Avigor Lieberman, manifestou neste domingo que o Irã "recebeu um prêmio" em suas negociações com o Grupo 5+1 e que a consequência do acordo alcançado em Genebra é "uma corrida armamentista". "É preciso entender que essa é a maior conquista diplomática do Irã nos últimos anos. Está claro que o acordo reconhece o direito dos iranianos a seguir enriquecendo urânio. Em resumo, ganharam um prêmio", disse Lieberman, chefe do partido Israel Beteinu, à edição eletrônica do jornal "Yedioth Ahronoth". Para o chefe da diplomacia israelense, o resultado do acordo anunciado esta madrugada pela alta representante da política externa europeia, Catherine Ashton, é uma "corrida armamentista". Israel recebeu com grande decepção o pacto pelo qual o Irã congelará seu programa nuclear durante seis meses, tempo em que se buscará chegar a um acordo global e definitivo. A ministra da Justiça e líder do partido Htenuá, Tzipi Livni, qualificou de "muito ruim" o acordo, e advertiu que "não só ameaçará Israel, mas todo o mundo". "É preciso agir agora de forma decisiva frente aos Estados Unidos e a outros aliados para melhorar posições no próximo acordo, se é que se chegará a assinar, e conseguir que o Irã não obtenha legitimidade", considerou Livni. O anúncio de um acordo com o Irã não surpreendeu Israel, que levava meses tentando influir em seus resultados, uma estratégia que produziu enorme tensão em suas relações com Washington. O ex-chefe do Mossad Dani Yatom, um dos primeiros da organização de espionagem israelense a lidar com o programa nuclear do Irã, considerou que seu país "terá em um problema, se o acordo definitivo for como o interino e inclusive algo melhor". Nesse sentido, o ministro da Indústria israelense e líder do partido Lar Judeu, Naftalí Bennet, expressou: "Se dentro de cinco anos explodir uma mala nuclear em Nova York ou em Madri será pelo acordo assinado hoje". "A campanha ainda não terminou" e "o mundo deve saber que Israel não se vê comprometido por esse acordo", acrescentou. EFE elb/tr











