Israel convocará mil reservistas devido à tensão na Síria, diz imprensa
Internacional|Do R7
(Atualiza com número de soldados que serão convocados). Jerusalém, 28 ago (EFE).- O Exército de Israel vai convocar mil soldados da reserva devido ao aumento da tensão na vizinha Síria, informou nesta quarta-feira a imprensa local israelense. De acordo com a emissora de televisão israelense "Canal 10", mil efetivos da Força Aérea, em particular membros de unidades da defesa aérea, e da inteligência militar serão convocados a se apresentar em suas bases. O site "Ynet", citou uma fonte do Exército israelense, que detalhou que serão recrutados até mil de soldados da Força Aérea, de Inteligência e no Comando da Retaguarda, encarregada da proteção civil em situações de conflito. "Nos deram sinal verde para convocar milhares de reservistas, mas chamaremos no máximo mil da Força Aérea, Inteligência e do Comando da Retaguarda", disse o oficial do Exército israelense. A fonte acrescentou que deu instruções às unidades relevantes para que não autorizem seus soldados a sairem de licença do Exército na manhã da quinta-feira. Fontes governamentais explicaram à Agência Efe que os reservistas serão chamados para se apresentar em suas bases para participarem de missões específicas e detalharam que não se trata de uma convocação geral das tropas. Consultado pela Efe, o Exército israelense se recusou a dar informação sobre a convocação de tropas. Em preparação diante de um possível ataque dos Estados Unidos na Síria, o Exército israelense decidiu posicionar outra bateria do sistema de intercepção de mísseis "Cúpula de Ferro" no norte de Israel no prazo de 24 horas, que vai se juntar a que já está posicionada em Haifa, no noroeste do país. De acordo com o "Ynet", as Forças Armadas poderiam colocar outra bateria similar no centro de Israel e a Força Aérea pode posicionar baterias de mísseis Patriot na região da galileia (norte do país). O ministro da Defesa de Israel, Moshe Yaalon, afirmou hoje que Israel se prepara para uma possível resposta da Síria e seus aliados no caso de sofrer um iminente ataque por parte dos Estados Unidos. "Estamos nos preparando e planejando, mas não estamos entrando em pânico", disse Yaalon durante uma conferência econômica realizada em Tel Aviv. De acordo com Yaalon, "o Oriente Médio sofrerá de instabilidade crônica no futuro próximo. No entanto, nossas fronteiras são estáveis, apesar dos incidentes ocasionais. E nossas respostas deixam claras nossas linhas vermelhas", acrescentou. O gabinete de segurança, integrado pelos seis ministros mais importantes do Executivo, aprovou também um aumento da defesa aérea no norte do país. Os israelenses se apressaram hoje para comprar máscaras de gás, diante da crescente possibilidade de um ataque dos Estados Unidos à Síria e o temor a uma represália por parte de Damasco contra seu país. A prova mais palpável dessa inquietação é que a venda dessas máscaras quadruplicou nos últimos dias, após as informações sobre o suposto uso de armas químicas no país vizinho. O Comando da Retaguarda informou no início da semana que apenas 60% da população contava com elas. Altos funcionários da Casa Branca informaram à imprensa que os primeiros ataques com mísseis na Síria podem começar amanhã, quinta-feira. A cúpula militar israelense considera, em todo caso, pouco provável que a Síria decida atacar Israel em resposta a uma ação dos Estados Unidos, segundo especialistas citados pela imprensa local. EFE db/rpr










