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Japoneses não apoiaram visita de primeiro-ministro à santuário, diz pesquisa

Internacional|Do R7

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Tóquio, 29 dez (EFE).- Quase 70% dos japoneses consideram que o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, deveria ter medido as consequências diplomáticas antes de visitar o polêmico santuário de Yasukuni, segundo uma pesquisa divulgada neste domingo pela agência "Kyodo". A pesquisa foi realizada no último fim-de-semana, após Abe visitar de surpresa na quinta-feira passada um santuário em homenagem a soldados vítimas de conflitos armados, entre eles 14 criminosos de guerra, local considerado símbolo do imperialismo militar japonês. O fato gerou críticas da China, Coreia do Sul e Estados Unidos. Para 68,9% dos entrevistados, Abe deveria ter levado em consideração as consequências diplomáticas antes de realizar a visita ao santuário xintoísta, enquanto 25,3% considera que não. A China e a Coreia do Sul, vítimas do colonialismo japonês e que consideram o templo um símbolo do militarismo e da opressão exercidos pelo Império do Japão no início do século XX, condenaram duramente a visita. Por sua parte, os Estados Unidos criticaram o gesto de Abe e classificaram a visita de "decepcionante" ao considerarem que ela pode elevar a tensão na região. O índice de popularidade do governo de Abe se situou esta semana, segundo a mesma pesquisa, em 55,2%, um ponto acima da enquete anterior. O nível de desaprovação, por outro lado, caiu de 33% para 32,6%. EFE raa/dk

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