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John Kerry critica discurso antissionista de premiê turco

Recep Tayyip Erdogan classificou o sionismo como um "crime contra a humanidade"

Internacional|Do R7

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O secretário de Estado americano John Kerry afirmou nesta sexta-feira (1º), em Ancara, que lhe parece questionável o comentário do primeiro-ministro turco Recep Tayyip Erdogan, que comparou o sionismo (defesa poítica, moral e religiosa do povo judeu e do Estado de Israel) com um "crime contra a humanidade".

— Não apenas discordamos, como esse comentário nos parece questionável.


John Kerry chegou hoje a Turquia para tratar inicialmente do conflito na vizinha Síria, mas a visita acontece num momento em que repercutem as declarações do primeiro-ministro turco contra o sionismo.

Um dia depois de Washington anunciar o envio de ajuda não letal à oposição síria, o conflito neste país deveria ser o principal tema das reuniões entre Kerry e seu colega turco, Ahmet Davutoglu, o chefe de Governo, Recep Tayyip Erdogan, e o presidente, Abdullah Gül.


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Mas, em sua primeira viagem internacional, Kerry teve de lidar com outra questão difícil, a degradação das relações entre Turquia e Israel, ambos aliados dos Estados Unidos.

Recep Tayyip Erdogan está sendo alvo de violentas críticas por ter comparado, durante um discurso na quarta-feira (27) em Viena, o sionismo com um "crime contra a humanidade".


— Como acontece com o sionismo, o antissemitismo e o fascismo, agora é inevitável considerar a islamofobia como um crime contra a humanidade.

Um porta-voz do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que estava presente no evento, rebateu nesta sexta-feira os comentários do chefe de Governo turco, que chamou de "ofensivos e falsos".

— O secretário-geral ouviu o discurso do primeiro-ministro em uma versão traduzida. Se estes comentários sobre o sionismo foram traduzidos corretamente, então não apenas são falsos, como contradizem os princípios que fundaram a Aliança das Civilizações.

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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, também manifestou indignação.

— O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu condena energicamente o comunicado sobre o sionismo e sua comparação com o fascismo do primeiro-ministro turco Recep Tayyip Erdogan.

As declarações de Erdogan foram feitas em um contexto de afastamento diplomático entre Turquia e Israel desde o ataque de um comando israelense em 2010 contra um barco que tentava romper o bloqueio do Estado hebreu a Gaza e que terminou com a morte de nove militantes turcos.

O premiê turco já fez em várias ocasiões fortes comentários sobre as políticas de Israel, que nos últimos anos se converteu num de seus principais alvos.

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