Jordânia pede estabilidade para o Egito com inclusão de "todas as partes"
Internacional|Do R7
Amã, 8 out (EFE).- O rei Abdullah II da Jordânia se reuniu nesta terça-feira com o presidente interino egípcio, Adly Mansour, que pediu uma restauração da estabilidade e segurança no Egito com a participação de "todas as partes". Mansur chegou nesta terça-feira a Amã em uma breve visita dentro de sua primeira viagem ao exterior desde que assumiu o cargo, depois que os militares desse um golpe de Estado em 3 de julho, que depôs o então presidente egípcio, o islamita Mohammed Mursi. Segundo um comunicado da Casa Real jordaniana, Abdullah II disse a Mansur que a Jordânia "respalda as opções futuras do povo egípcio, da mesma maneira que reforça sua união nacional". Ao pedir a participação de "todas as partes", Abdullah II fez alusão à Irmandade Muçulmana, que desde o golpe militar ficaram afastados, seus dirigentes foram detidos e um tribunal proibiu todas as atividades do grupo. No domingo passado, mais de 50 pessoas morreram na repressão policial dos protestos dos islamitas, enquanto hoje o Governo egípcio decidiu eliminar a Irmandade do registro de associações civis e ONGs. A Jordânia deu seu apoio às novas autoridades do Egito após o golpe de estado, da mesma forma que Arábia Saudita, o outro país visitado por Mansur durante sua primeira viagem oficial ao estrangeiro. O presidente egípcio agradeceu o respaldo da Jordânia e lembrou que Abdullah II foi o primeiro chefe de Estado a visitar o Egito após a destituição de Mursi. Durante a reunião, também foi abordada a situação regional, especialmente a guerra na Síria, para a qual pediram uma solução política, e o processo de paz entre israelenses e palestinos. Os dois dirigentes criticaram a continuação dos assentamentos israelenses e os ataques contra lugares de culto muçulmanos e cristãos. EFE ajm/ff











