Jornal afirma que Vaticano queria investir doações de fieis em petróleo
Reportagem do The Financial Times aponta que cardeal sênior analisou durante um ano investir US$ 200 milhões em petrolífera angolana
Internacional|Do R7

O escritório de administração central do Vaticano passou mais de um ano analisando um investimento de US$ 200 milhões, cerca de R$ 825 milhões, em uma companhia petrolífera em Angola. Uma reportagem do jornal americano The Financial Times descobriu a ligação da sede da Igreja Católica com um contato pessoal de um cardeal sênior.
O caso levantou dúvidas de como a Igreja utiliza o dinheiro doado pelos fiéis.
Segundo a reportagem, a Secretaria de Estado do Vaticano, que cuida das doações de fieis do mundo inteiro, usou consultores em 2012 para analisar a diligência de empréstimos que mantinha em contas na Suíça para uma companhia petrolífera angolana, a Falcon Oil, que era propriedade do empresário Antonio Mosquito.
O empresário entrou em contato direto com o Vaticano, segundo uma autoridade da Santa Sé disse aos repórteres. Mosquito conhecia o Cardeal Giovanni Angelo Becciu, quando ele foi embaixador da Santa Fé em Angola, entre 2001 e 2009.
Até 2018, o Cardeal Becciu era o segundo funcionário de maior nível na Secretaria do Estado, respondendo diretamente ao Papa Bento 16 e depois ao Papa Francisco. Ele autorizou pessoalmente o uso do dinheiro em um novo negócio.
Investimento em Londres
Depois de decidir não investir na empresa angolana, o Secretariado usou os US$ 200 milhões na compra de uma participação minoritário em um prédio que um financista italiano possuía no bairro de Chelsea, em Londres.
Esse investimento se tornou objeto de uma investigação no Vaticano, na qual a polícia apreendeu documentos e computadores dos escritórios da Secretaria.










