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Juiz chileno encerra caso de desfalque ligado a Pinochet

Internacional|Do R7

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SANTIAGO, 5 Ago (Reuters) - Um tribunal chileno decidiu nesta segunda-feira não acusar nenhum dos membros da família do falecido ditador Augusto Pinochet em uma investigação de longa duração sobre a origem da fortuna do general e o suposto desvio de fundos públicos.

O juiz acusou seis ex-membros das Forças Armadas que haviam colaborado com Pinochet no chamado caso Riggs.


Pinochet foi acusado, em 2005, por evasão fiscal em conexão com milhões de dólares que tinha em contas bancárias no exterior, que veio à tona após uma investigação do Senado dos Estados Unidos sobre irregularidades bancárias no agora extinto Banco Riggs, com sede em Washington.

O juiz chileno Manuel Antonio Valderrama decidiu não acusar a viúva de Pinochet, Lucía Hiriart, e seus filhos. Ele disse que cabe recurso dentro de 15 dias.


Pinochet, que tomou o poder no Chile com um golpe militar em 1973, morreu em 2006 aos 91 anos. Ele não enfrentou um julgamento completo pelos crimes cometidos durante sua ditadura de 1973 a 1990, quando cerca de 3 mil pessoas foram sequestradas e mortas e 28 mil foram torturadas.

Uma auditoria da Faculdade de Economia e Negócios da Universidade do Chile feita em 2010 estimou que Pinochet havia acumulado 21 milhões de dólares antes de sua morte, dos quais mais de 17 milhões de dólares eram de origem desconhecida.


Os seis ex-militares acusados ​​no caso podem enfrentar de cinco a 10 anos de prisão se forem considerados culpados.

(Reportagem de Anthony Esposito e Fabián Cambero)

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