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Juiz suspende execução com gás nitrogênio na Louisiana por risco de sofrimento extremo

Defesa argumentou que execução viola a Oitava Emenda da Constituição dos EUA, que proíbe punições cruéis e incomuns

Internacional|Do R7

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Liminar bloqueou a execução de Jessie Hoffman Jr, acusado de sequestro, estupro e assassinato
Liminar bloqueou a execução de Jessie Hoffman Jr, acusado de sequestro, estupro e assassinato Reprodução/Redes Sociais

Um tribunal federal da Louisiana suspendeu temporariamente a primeira execução no estado por hipóxia de nitrogênio, alegando que o método poderia causar “dor e terror” ao condenado.

A decisão foi tomada pela juíza Shelly Dick, que emitiu uma liminar bloqueando a execução de Jessie Hoffman Jr., marcada para 18 de março na Penitenciária Estadual da Louisiana, na cidade de Angola.

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Na decisão de 29 páginas, Dick considerou substancialmente provável que Hoffman pudesse ter de 30 a 40 segundos de sofrimento consciente antes da morte. O método, segundo a juíza, geraria angústia superior à causada pelo pelotão de fuzilamento, outra alternativa prevista pela legislação estadual.

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A defesa de Hoffman, condenado à morte pelo sequestro, estupro e assassinato de Mary “Molly” Elliott em 1996, argumentou que a hipótese de nitrogênio viola a Oitava Emenda da Constituição dos EUA, que proíbe punições cruéis e incomuns.

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Além disso, os advogados sustentaram que a execução impediria o réu de praticar ritos de sua fé budista, como exercícios de respiração e meditação.

A procuradora-geral da Louisiana, Liz Murrill, declarou que discordava da decisão e que apelaria imediatamente.

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Execução por nitrogênio

A Louisiana, que não realiza execuções desde 2010, enfrenta dificuldades para obter os fármacos necessários para a injeção letal. Com isso, restaram apenas três métodos autorizados: injeção letal, eletrocussão e hipóxia de nitrogênio. A execução de Hoffman seria a primeira do estado com o uso do gás.

O Alabama é, até agora, o único estado a ter realizado execuções por hipóxia de nitrogênio. Relatos indicam que os condenados enfrentaram convulsões, engasgos e minutos de sofrimento antes da morte. Esses testemunhos foram citados pela juíza Dick para reforçar as preocupações sobre a legalidade e a ética do método.

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Outro ponto criticado foi a falta de transparência das autoridades da Louisiana, que divulgaram o protocolo do procedimento apenas um dia antes da audiência judicial. “O público tem interesse em saber como seu governo opera”, escreveu a magistrada.

O reverendo Jeff Hood, que testemunhou uma execução por nitrogênio no Alabama, descreveu o processo como “horrível”, com o condenado lutando violentamente por quase oito minutos. Ele elogiou a decisão da juíza Dick por restaurar “um mínimo de decência” no sistema penal da Louisiana.

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